Dólar atinge menor valor desde novembro em meio a alívio global, bons dados fiscais e aumento na disposição para o risco.

Dólar encerra em queda frente ao real

O dólar norte-americano finalizou o pregão desta quinta-feira, 22 de janeiro, apresentando uma queda significativa em relação ao real brasileiro. Esse movimento ocorreu em um contexto caracterizado por um crescente apetite por risco no mercado, além da análise de indicadores econômicos procedentes dos Estados Unidos. A taxa de câmbio entre o dólar americano e o real brasileiro (FX:USDBRL) fechou o dia com desvalorização de 0,69%, cotada a R$ 5,284 na venda, recuperando completamente os ganhos acumulados desde dezembro passado e atingindo o menor patamar desde novembro do ano anterior.

Essa queda acentua a sensação de alívio no ambiente de câmbio, onde os investidores estão revisando suas posições à luz de sinais mais moderados no cenário econômico internacional.

Fluxo positivo e dados fiscais fortalecem o real

O comportamento do dólar no mercado interno foi influenciado por uma combinação de fatores, incluindo um fluxo positivo de recursos e dados fiscais mais robustos no Brasil. A arrecadação do governo federal registrou um crescimento de 3,65% em termos reais no ano de 2025, totalizando R$ 2,887 trilhões. Somente em dezembro, o crescimento real foi de 7,46%, alcançando uma arrecadação de R$ 292,724 bilhões.

Esses indicadores contribuíram para a diminuição da percepção de risco fiscal no curto prazo, favorecendo o fortalecimento do real brasileiro e ampliando o movimento de queda da moeda norte-americana ao longo do dia.

Indicadores dos EUA e dólar global em acomodação

No âmbito internacional, o dólar experimentou uma perda de força após a divulgação de diversos indicadores econômicos provenientes dos Estados Unidos, além de uma interpretação mais branda do discurso político em curso. O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE) avançou 0,2% em novembro na comparação mensal e 2,7% no acumulado de 12 meses. Por sua vez, o índice total subiu 2,8% em relação ao acumulado anual, um resultado que superou as expectativas do mercado.

Não obstante, o crescimento expressivo do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2025, que alcançou 4,4%, juntamente com pedidos de seguro-desemprego abaixo do esperado, reafirmaram a dinâmica de uma economia resiliente. No entanto, essas informações não exerceram pressão adicional imediata sobre o índice do dólar (CCOM:DXY), que acompanhou a tendência global de acomodação da moeda norte-americana.

Dólar futuro acompanha queda, com ajustes técnicos

No segmento futuro da bolsa de valores brasileira, o dólar se alinhou ao mercado à vista, embora com nuances relevantes. O contrato futuro de dólar mais líquido, que vence em fevereiro e é negociado como contrato futuro de dólar (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT), observou uma queda de 0,71%, sendo cotado a R$ 5,295.

A diferença entre o dólar futuro e o dólar à vista reflete ajustes técnicos, expectativas em curto prazo e a avaliação de que o cenário externo permanece menos pressionado no horizonte imediato, o que resulta na redução do prêmio embutido nos contratos futuros.

Fonte: br.-.com

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