Força do Dólar em Relação ao Real
O dólar à vista (USDBRL) apresentou uma valorização em relação ao real, seguindo uma tendência oposta à observada no mercado externo. Essa dinâmica ocorreu em um ambiente de aversão ao risco entre os investidores globais e uma expectativa de postura cautelosa do Federal Reserve em relação a cortes de juros.
Nesta sexta-feira, dia 13, a moeda norte-americana foi encerrada a R$ 5,2299, acumulando uma alta de 0,57% no dia. Durante a semana, o dólar somou uma valorização de 0,18% em relação ao real.
Indicadores do Mercado e Expectativas
Às 17h, no horário de Brasília, o DXY, que é um indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, incluindo o euro e a libra, registrava uma leve queda de 0,02%, situando-se em 96,903 pontos.
A estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, ressaltou que a valorização do dólar em relação ao real reflete, entre outros fatores, a aversão ao risco e as notícias relacionadas ao cenário interno, notadamente as novidades a respeito do caso do Banco Master.
De acordo com Zogbi, ao longo do dia, houve uma movimentação dos investidores em busca de ativos safe-haven, em meio às previsões de que o Federal Reserve adotaria uma postura cautelosa antes de iniciar um ciclo de cortes de juros. No entanto, o aumento ligeiro nos dados de inflação elevou as expectativas de que os cortes poderiam começar em julho.
Fatores que Influenciaram o Dólar Hoje
Internacionalmente, o dólar se fortaleceu em relação a outras moedas, em busca de ativos considerados seguros, diante da consolidação da expectativa de que o corte de juros pelo Federal Reserve ocorreria somente na reunião de junho.
A inflação ao consumidor nos Estados Unidos apresentou um aumento levemente inferior ao esperado em janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) registrou uma alta de 0,2% no mês, em contraste com a projeção de 0,3%. No comparativo anual, a inflação desacelerou de 2,7% para 2,4%.
Após a divulgação do dado de inflação, as apostas de cortes de juros em junho aumentaram de 66,7% para 68,7%, conforme informações do CME Group.
Desempenho do Varejo Brasileiro
No contexto doméstico, os investidores monitoraram um recuo de 0,4% nas vendas do varejo restrito em dezembro em comparação a novembro. Esse resultado saiu pior do que a mediana apresentada pelo Projeções Broadcast, que era de -0,1%.
Já no conceito ampliado, que inclui as vendas de material de construção, de veículos e de atacado alimentício, foi registrada uma queda de 1,2% em dezembro em relação a novembro, considerando a série com ajuste sazonal. Esse resultado também se apresentou mais negativo do que a mediana das estimativas, que indicava uma queda de -1%.
Fonte: www.moneytimes.com.br


