Dólar Fecha em Alta
O dólar à vista encerrou a quinta-feira, dia 18, com uma alta, seguindo a tendência observada no mercado internacional. Essa movimentação foi impulsionada pela divulgação de dados relativos ao auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que superaram as expectativas do mercado.
Variação da Moeda
A moeda norte-americana apresentou um avanço de 0,33%, fechando a R$ 5,3193. Até o momento, em 2025, o dólar acumula uma desvalorização de 13,91%. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de outras moedas, registrou um incremento de 0,34% por volta das 17h.
Dados do Auxílio-Desemprego nos EUA
Mais cedo, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que o número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego caiu em 33.000, totalizando 231.000 na semana encerrada em 13 de setembro, após ajustes sazonais. Essa redução reverteu parcialmente o aumento observado na semana anterior. Economistas consultados pela Reuters esperavam um total de 240.000 pedidos de seguro-desemprego para a última semana.
Implicações do Mercado de Trabalho
Esse resultado contrasta com outros indicadores recentes que sugerem um enfraquecimento no mercado de trabalho norte-americano, o que pode levar o Federal Reserve (Fed) a reduzir os juros em futuras reuniões.
Decisões do Federal Reserve
Na quarta-feira anterior, o Fed anunciou uma redução de 25 pontos-base em sua taxa de referência, fixando-a entre 4% e 4,25%. Além disso, indicou a possibilidade de mais dois cortes com a mesma magnitude até o final do ano.
Reunião do Copom
Na noite da quinta-feira, após o fechamento dos mercados, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil decidiu manter a taxa básica Selic em 15% ao ano. Essa decisão reforça a mensagem de que essa taxa permanecerá neste patamar por um período prolongado.
Análise do Mercado
João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos, comentou que a "superquarta" confirmou os principais cenários do mercado, incluindo o corte de juros de 25 pontos-base nos Estados Unidos e a manutenção da taxa no Brasil. Ele destacou que o aumento do DXY no exterior reflete a resiliência do mercado de trabalho americano e a percepção de que o Fed não vê espaço para cortes mais agressivos.
Duarte também acrescentou que a combinação entre a decisão do Fed e a postura conservadora do Brasil em relação aos juros aumenta a atratividade do país para investidores. Como resultado, o dólar apresentou oscilações modestas entre altas e baixas em relação ao real durante quase todo o dia, acelerando na reta final.
Flutuações ao Longo do Dia
O dólar atingiu a mínima do dia às 9h08, logo após a abertura, quando marcou R$ 5,2702, representando uma queda de 0,60%. Já a máxima foi registrada às 16h59, quando chegou a R$ 5,3200, com uma alta de 0,34%.
Venda de Contratos de Swap Cambial
Na manhã do mesmo dia, o Banco Central do Brasil vendeu toda a oferta disponível de 40.000 contratos de swap cambial tradicional, como parte de uma operação de rolagem.


