Dólar cai mais de 1% e encerra a R$ 5,40 após decisões do Fed e Copom

Desempenho do Dólar em Relação a Outras Moedas

O dólar apresentou um enfraquecimento diante de moedas fortes e emergentes, impulsionado pela expectativa de uma menor flexibilização das taxas de juros nos Estados Unidos para o ano de 2026.

Nesta quinta-feira, dia 11, a cotação do dólar à vista (USDBRL) fechou a sessão cotado a R$ 5,4044, apresentando uma queda de 1,17%.

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Esse movimento segue uma tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, que é um indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, incluindo euro e libra, registrava uma queda de 0,42%, situando-se aos 98.366 pontos.

Fatores que Influenciaram a Cotação do Dólar

O valor do dólar esteve sujeito às leituras do mercado em relação às decisões de política monetária.

Nos Estados Unidos, o Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) decidiu por um corte na taxa de juros de 0,25 ponto percentual, reduzindo a faixa para 3,50% a 3,75% ao ano, conforme já era esperado na data de ontem, 10. Esta decisão representa a terceira redução consecutiva.

A decisão não foi unânime, pois Stephen Miran votou a favor de um corte mais profundo, de 0,50 ponto percentual, enquanto Austan Goolsbee e Jeffrey Schmid optaram por manter a taxa de juros na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Assim, o resultado da votação ficou em 9 a 3, marcando a maior dissidência desde setembro de 2019.

Além das decisões de juros, o Fed também divulgou projeções dos indicadores macroeconômicos para os próximos anos, apresentando o famoso gráfico de pontos, o dot plot. A mediana das projeções indica que apenas um corte nas taxas está previsto para 2026, com o Fed Funds finalizando o próximo ano na faixa de 3,25% a 3,50% ao ano, sem alterações em relação ao dot plot previamente divulgado em setembro.

Decisões do Banco Central Brasileiro

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) optou por manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quarta vez consecutiva, em uma decisão unânime.

O comunicado do Comitê reiterou que a estratégia de manutenção do nível da taxa de juros por um período prolongado passou a ser considerada adequada. Anteriormente, essa abordagem era vista como “suficiente” para garantir a convergência da inflação em direção à meta estabelecida. Além disso, foi mantida a ênfase de que o Copom continuará vigilante e não hesitará em retomar o ciclo de ajustes, caso julgue apropriado.

De acordo com Bruno Sahini, especialista em investimentos da Nomad, “o tom mais duro do Copom reforçou a expectativa de que a Selic permaneça em 15% até março e elevou a atratividade do carry trade com o enfraquecimento do dólar após o corte de juros pelo Fed. O real se beneficia da combinação de juros elevados e um dólar global mais fraco, posicionando-se como a moeda mais forte entre as emergentes nesta quinta-feira”.

Contexto Político Brasileiro

O cenário eleitoral no Brasil também continuou a ser um tema relevante. Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que anunciou sua pré-candidatura à Presidência na semana anterior, reiterou que seu “preço” para desistir da corrida eleitoral seria ceder espaço ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Este se encontra preso em uma carceragem da Polícia Federal em Brasília, devido a tentativas de golpe ao Estado, e está inelegível.

Flávio afirmou, em entrevista ao podcast Irmãos Dias, que “não há preço” que o faça desistir de sua candidatura.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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