Movimentação do Dólar em Queda
Na quinta-feira, dia 11 de junho, o dólar à vista (FX:USDBRL) encerrou suas atividades com uma queda significativa de 1,40%, sendo cotado a R$ 5,1000. Essa movimentação reflete uma melhoria acentuada no apetite ao risco em nível global e um alívio nas tensões geopolíticas que envolvem os Estados Unidos e o Irã. Inicialmente, a moeda americana começou o dia em alta, atingindo o valor máximo de R$ 5,1823; no entanto, ao longo do dia, mudou completamente de trajetória, acentuando suas perdas durante a tarde. Com essa performance, a divisa acumulou uma desvalorização de 7,09% em relação ao real no ano de 2026, indicando um quadro mais favorável para moedas emergentes e para a movimentação de fluxos financeiros nos mercados mais arriscados.
Fatores que Influenciaram a Queda
O principal fator que desencadeou a queda do dólar no Brasil foi a mudança de postura do presidente norte-americano Donald Trump em relação à situação conflituosa com o Irã. Após indicar pela manhã a possibilidade de uma ofensiva militar mais intensa, Trump surpreendeu os mercados ao cancelar as ações militares previamente planejadas. Além disso, ele afirmou que um acordo entre os dois países está próximo de ser formalizado na Europa. Essa mudança ajudou a diminuir a busca global por ativos considerados seguros, favorecendo o real e outras moedas emergentes. Mercados também notaram um certo esgotamento em relação às constantes ameaças que envolvem o conflito, o que contribuiu para um aumento no fluxo de venda da moeda americana ao longo da tarde.
Movimentação Internacional da Moeda
No contexto internacional, o dólar também perdeu força de forma generalizada. O índice do dólar (CCOM:DXY), que mede a performance da moeda frente a uma seleção de seis moedas relevantes, apresentou uma queda de 0,40% ao término da tarde. Isso se deve à redução da aversão ao risco após as novas sinalizações de diálogo entre os Estados Unidos e o Irã. Paralelamente, o euro se valorizou diante do dólar, impulsionado pela decisão do Banco Central Europeu em aumentar a taxa de juros pela primeira vez em quase três anos, uma medida que visa combater as pressões inflacionárias relacionadas ao conflito no Oriente Médio. A combinação entre uma maior confiança por parte dos investidores e a valorização de outras moedas globais ajudou a acentuar a pressão negativa sobre o dólar em diversos mercados.
Impacto no Mercado Futuro de Câmbio
O mercado futuro de câmbio seguiu e até ampliou a tendência observada no mercado à vista. O contrato de dólar futuro, programado para julho e que é o mais negociado na B3, o qual é representado pelo contrato futuro de dólar (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT), fechou o dia com uma queda de 1,62%, cotado a R$ 5,1240. Essa queda foi superior à registrada pelo dólar à vista, que caiu 1,40%. Essa distinção indica que os investidores começaram a precificar um cenário em que se espera a continuidade da acomodação cambial nas semanas seguintes. Essa diferença entre os mercados sugere uma percepção mais otimista em relação ao comportamento que o câmbio deverá ter no futuro, especialmente considerando a melhora do ambiente externo que foi observada nesta quinta-feira, 11 de junho.
Fonte: br.-.com