Dólar despenca para o menor patamar desde abril de 2024, impulsionado por cessar-fogo entre EUA e Irã e entrada de capitais estrangeiros no Brasil.

Análise do Dólar à Vista

O dólar à vista (FX:USDBRL) fechou a quinta-feira, dia 09 de abril, em queda de 0,80%, cotado a R$5,0626. Este valor representa o menor nível da moeda desde abril de 2024. A movimentação sugere um aumento do apetite por risco, tanto no Brasil quanto no exterior. Durante o dia, a moeda chegou a apresentar uma leve alta, mas rapidamente perdeu força devido à entrada consistente de fluxo estrangeiro e ao comportamento positivo de ativos locais. Isso incluiu o crescimento na bolsa de valores e a redução das taxas de juros. No acumulado do ano, a divisa já registra uma queda de 7,77%, o que reflete um cenário de maior entrada de capital e uma redução da demanda por proteção cambial.

Fatores que Influenciam o Mercado Interno

No Brasil, a diminuição do valor do dólar foi sustentada por uma combinação de fatores técnicos e macroeconômicos. O principal motor dessa dinâmica foi o fluxo robusto de capital estrangeiro, direcionado tanto para a renda fixa quanto para a bolsa de valores. Esse movimento foi impulsionado pelo elevado diferencial de juros, mesmo diante da possibilidade de um corte na taxa Selic. Além disso, a movimentação foi complementada por um cenário doméstico coerente: a bolsa em alta e os juros futuros em queda, o que diminuiu a atratividade de posições defensivas em dólar. Apesar das incertezas geopolíticas e do preço elevado do petróleo, o mercado priorizou a redução das posições de proteção, que pressionaram a moeda para baixo ao longo da jornada.

Cenário Externo e Comportamento do Dólar

No âmbito externo, o dólar também apresentou uma fragilidade, com o índice DXY (CCOM:DXY) registrando uma queda de 0,24%, negociado a 98,829 pontos. Isso reflete o enfraquecimento da moeda norte-americana em relação a outras divisas. Apesar das tensões relacionadas ao cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã, assim como as incertezas sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, o mercado global continuou a favorecer as moedas de países emergentes. Esse movimento indica que, mesmo frente a riscos geopolíticos significativos e ao preço elevado do petróleo, a preferência foi por ativos que oferecem maior rendimento, resultando em uma diminuição da demanda global por dólar como ativo seguro.

Contratos Futuros de Dólar na B3

Na B3, o contrato futuro de dólar mais líquido, com vencimento em maio (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT), apresentou uma queda de 0,71%, encerrando o dia a R$5,0860. Essa movimentação acompanhou o declínio do mercado à vista, embora ainda continue a ser negociado acima da cotação spot. Essa diferença indica uma precificação de pequeno prêmio nos contratos futuros, refletindo uma cautela residual entre os investidores diante de um cenário global incerto e da trajetória das taxas de juros no Brasil. Contudo, a discrepância entre o preço do dólar futuro e o à vista permaneceu moderada, sugerindo um mercado relativamente equilibrado entre risco e oportunidade.

Fonte: br.-.com

Related posts

Genial/Quaest revela empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo na Bahia; Rui Costa e Jacques Wagner à frente na disputa pelo Senado.

Lucro da Airbus despenca no primeiro trimestre em razão da queda nas entregas, mas previsões para 2026 permanecem inalteradas.

Destaques do Mercado: Vale (VALE3), Santander (SANB11), WEG (WEGE3) e mais nesta quarta-feira (29)

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Leia Mais