Dólar despenca para R$ 5,18 com entrada de capital estrangeiro em mercados emergentes e avanço na inflação.

Dólar à Vista Perde Força Frente ao Real

O dólar à vista (USDBRL) apresentou uma queda em relação ao real, seguindo a tendência observada no mercado internacional, que foi afetada pela entrada de fluxo estrangeiro em economias emergentes e pela melhora nas expectativas relacionadas à inflação.

Nesta segunda-feira, dia 9 de outubro, a moeda norte-americana foi negociada ao valor de R$ 5,1882, apresentando uma diminuição de 0,62%. Este valor representa o menor fechamento desde 28 de maio de 2024.

Fatores que Influenciaram a Queda do Dólar

Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o comportamento em queda do dólar nessa data foi impulsionado principalmente por fatores externos, destacando a acentuada queda do DXY, além da continuidade do movimento de rotação de fluxos globais em direção a mercados emergentes.

Às 17h (horário de Brasília), o DXY, que é um indicador que compara o valor do dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, estava em queda de 0,83%, situando-se em 96.807 pontos.

Shahini também comentou que, no Brasil, essa tendência de queda é reforçada pela entrada de fluxo comercial e financeiro, assim como pela percepção de que a inflação tem apresentado um comportamento mais favorável, o que abre espaço para cortes graduais na taxa Selic a partir de março.

Movimentações no Mercado e Expectativas Econômicas

No cenário econômico nacional, economistas consultados pelo Banco Central (BC) revisaram para baixo a previsão de inflação de 2026, passando de 3,99% para 3,97%, conforme indicado pelo Boletim Focus.

As expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os três anos seguintes mantiveram-se estáveis, projetando 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029. Amanhã, serão divulgados os dados de inflação do Brasil referentes ao mês de janeiro.

Na manhã deste mesmo dia, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, fez uma apresentação em um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), onde enfatizou a importância de reconhecer a melhora na situação econômica desde o fim do ciclo de alta de juros até o presente momento.

Galípolo reiterou que o BC é “data dependent”, ou seja, as decisões são tomadas com base nas informações econômicas disponíveis, e que a “calibragem” se tornou a palavra-chave neste momento da política monetária, um conceito classificado como essencial para a condução das políticas econômicas atuais.

Contexto Internacional e Expectativas do Mercado

No panorama externo, o dólar manteve baixas significativas em relação ao iene, especialmente após a recente vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, no fim de semana. Além disso, a moeda norte-americana também apresentou desvalorização em relação ao euro e à libra. Esse cenário ocorre enquanto investidores aguardam a divulgação, ao longo da semana, de dados fundamentais relacionados a varejo, inflação e ao mercado de trabalho (Payroll) nos Estados Unidos.

É importante observar que o dado do mercado de trabalho, que era esperado para ser divulgado na semana anterior, foi adiado devido ao shutdown parcial do governo norte-americano, que foi posteriormente encerrado, aumentando assim as expectativas dos investidores para os números que serão apresentados nesta semana.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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