Desempenho do Dólar no Encerramento de 2025
O dólar norte-americano fechou a terça-feira, 31 de dezembro de 2025, com uma queda significativa em relação ao real, em uma sessão típica de fim de ano, caracterizada por baixa liquidez, ajustes técnicos e a formação da Ptax de fechamento mensal. A cotação da paridade entre o Dólar Americano (USDBRL) recuou 1,58%, encerrando em R$ 5,4890, após ter atingido níveis mais elevados na sessão anterior. Durante o pregão, a moeda foi negociada a R$ 5,488 na compra e R$ 5,489 na venda, refletindo uma participação reduzida dos agentes, mas com impactos relevantes nas condições de ajuste de posições.
Acúmulo de Queda e Acomodação Cambial
Com o movimento observado nessa terça-feira, o dólar acumulou uma queda de 11,17% ao longo de 2025, consolidando um processo de acomodação cambial que foi notável durante o segundo semestre do ano. O desempenho anual é reflexo, em parte, da melhora relativa dos fundamentos econômicos internos e da redução das pressões externas que afetaram períodos anteriores.
Fatores Internos e Posição do Câmbio
No cenário interno, a principal influência no câmbio foi a formação da Ptax no fim do mês, uma referência crucial que é calculada pelo Banco Central e que se torna essencial para a liquidação dos contratos futuros. Nesse contexto, ajustes de posições compradas e vendidas contribuíram para a ampliação da volatilidade, mesmo em um ambiente de liquidez reduzida.
Além disso, dados econômicos positivos ajudaram a valorizar o real. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro, um índice abaixo da projeção de 5,4% e o menor já registrado desde o início da série histórica em 2012. O mercado também manteve atenção aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), reforçando uma leitura favorável sobre o mercado de trabalho brasileiro.
Comportamento do Dólar no Cenário Internacional
No plano internacional, o dólar exibiu um comportamento misto em relação às principais moedas globais. A divisa americana registrou perda de força face a moedas de mercados emergentes, como o peso mexicano e o peso chileno, enquanto manteve um leve viés positivo em relação a moedas mais fortes.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de divisas, sustentou os ganhos do dia anterior e operou em leve alta de 0,08%. Esse desempenho reflete um ambiente de cautela e ajustes técnicos globais no encerramento do ano, sem que houvesse grandes gatilhos macroeconômicos adicionais.
Movimentações na B3
No que se refere ao ambiente da B3, o mercado futuro acompanhou a tendência do dólar à vista, embora com uma intensidade diferente. O contrato futuro de dólar com vencimento mais próximo registrou uma queda de 1,26%, sendo cotado a R$ 5,5030 por volta das 17h20. A diferença de variação entre o mercado à vista e o futuro evidencia os ajustes técnicos relacionados à Ptax, à rolagem de posições e à precificação de expectativas para o início de 2026.
Mesmo em um pregão menos movimentado, o mercado futuro demonstrou uma maior resiliência, refletindo a postura cautelosa dos investidores em relação ao cenário prospectivo. Essa realidade reforça a importância de se acompanhar diligentemente as oscilações do mercado cambial e das relações comerciais que afetam o desempenho financeiro.
Fonte: br.-.com

