Dólar recua com aumento das expectativas sobre a resolução da crise governamental nos EUA

Dólar recua com aumento das expectativas sobre a resolução da crise governamental nos EUA

by Ricardo Almeida
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O dólar americano apresentou uma queda na segunda-feira, 10 de novembro de 2025, à medida que aumentava o otimismo em relação a uma possível resolução da longo processo de paralisação do governo em Washington, o que resultou em uma diminuição da demanda por ativos considerados seguros.

Às 06h00 (horário de Brasília), o Índice do Dólar, que mede o valor da moeda americana em relação a seis outras moedas de grande importância, registrava uma queda de 0,1%, marcando 99,370 e ampliando as ligeiras perdas que vinham sendo observadas na semana anterior.

O progresso no encerramento das atividades comerciais melhora o sentimento de risco

O clima entre os investidores se tornou mais positivo após o Senado dos EUA ter votado a favor de uma medida de financiamento que garantia a continuidade das atividades do governo até janeiro. Essa medida trouxe renovada confiança que a paralisação de 40 dias — a mais longa já registrada na história dos Estados Unidos — pode estar próxima de um fim, após semanas de impasse político.

Na plataforma de previsão Polymarket, a chance de que a paralisação chegue ao fim antes de 15 de novembro aumentou para 92%, refletindo uma expansão na confiança do mercado.

Os dados econômicos continuam a indicar a pressão gerada pela interrupção. O índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan caiu para o nível mais baixo em quase três anos e meio no início do mês de novembro, enquanto Kevin Hassett, conselheiro econômico da Casa Branca, alertou que a economia dos EUA pode passar por uma contração no quarto trimestre se a paralisação se prolongar.

“Embora alguns possam argumentar que o fim da paralisação do governo favoreça o apetite ao risco e tenha um impacto negativo sobre o dólar nos mercados cambiais, o efeito pode ser mais ambíguo”, afirmaram analistas do ING.

Os analistas acrescentaram: “No final da semana passada, o dólar já enfrentava pressão em decorrência das demissões e da retórica de que a economia americana poderia contrair no quarto trimestre se o isolamento social persistisse. Ao mesmo tempo, os dados divulgados na sexta-feira, que eram negativos em relação à confiança do consumidor nos EUA, foram encarados como um fator prejudicial para o dólar. A tendência de progresso para a normalização do isolamento social pode ter um impacto maior sobre as taxas de câmbio sensíveis ao risco do que sobre o dólar propriamente dito.”

Euro fortalece após comentários do BCE

O euro apresentou uma leve valorização, com o par EUR/USD subindo 0,1%, alcançando a marca de 1,1579. Essa movimentação foi impulsionada por declarações de Luis de Guindos, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), que afirmou que os atuais níveis das taxas de juros são adequados, a menos que ocorram mudanças significativas nas condições econômicas. Isso indica que novos cortes nas taxas são pouco prováveis em um futuro próximo.

De Guindos também salientou que o Banco Central deve manter uma postura “muito prudente e cautelosa” em relação à delineação da política monetária, mesmo diante da diminuição da incerteza que surgiu após o acordo comercial entre a União Europeia e os Estados Unidos, firmado no início do ano.

A libra esterlina também se valorizou, com o par GBP/USD subindo 0,1%, atingindo o valor de 1,3178, à véspera de uma semana que trará a divulgação de vários dados econômicos importantes do Reino Unido.

“Ainda acreditamos que os mercados subestimam as perspectivas de um corte de 25 pontos base pelo Banco da Inglaterra em dezembro”, declarou o ING. “Atualmente, o mercado atribui apenas 60% de probabilidade a essa possibilidade. Amanhã, a divulgação dos dados salariais referentes a setembro deverá alimentar a narrativa do Banco da Inglaterra. Espera-se que a inflação desacelere ainda mais, conferindo ao Banco da Inglaterra maior confiança de que a inflação não é tão persistente quanto se pensava anteriormente.”

Iene cai após declarações fiscais do Japão

O iene japonês sofreu desvalorização, com o par USD/JPY subindo 0,4%, alcançando 153,98, após os comentários da primeira-ministra Sanae Takaichi, que indicou planos para estabelecer uma nova meta fiscal plurianual. Essa medida tem como objetivo permitir maior flexibilidade nos gastos do governo, sinalizando um afastamento da postura anterior de consolidação fiscal do Japão.

Moedas asiáticas apresentam desempenho misto com a melhora do apetite por risco

O yuan chinês registrou leve valorização, com o par USD/CNY apresentando queda de 0,1%, alcançando 7,1173. Isso ocorreu depois que dados mostraram que a inflação ao consumidor aumentou mais rápido do que o esperado em outubro, enquanto a queda nos preços ao produtor foi mais lenta.

As moedas atreladas a commodities também se beneficiaram da melhora no apetite por risco. O dólar australiano se valorizou em 0,6%, alcançando 0,6532, impulsionado pela recuperação de ativos de risco. Da mesma forma, o dólar neozelandês subiu 0,3%, atingindo 0,5642, com os investidores mostrando maior otimismo em relação às perspectivas da economia global.

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Fonte: br.-.com

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