Mercado de Câmbio e Impactos na Economia
O enfraquecimento da economia dos Estados Unidos exerceu pressão sobre o dólar em relação a outras moedas fortes e emergentes. Essa movimentação ocorreu em meio à expectativa por dados atrasados do mercado de trabalho e pela ata da última decisão de política monetária.
Desempenho do Dólar nesta Terça-feira
Nesta terça-feira, dia 18 de outubro, o dólar à vista (USDBRL) fechou a sessão cotado a R$ 5,3176, apresentando uma queda de 0,25%.
Esse movimento refletiu uma tendência observada no exterior. Por volta das 17h, no horário de Brasília, o DXY—um indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, incluindo o euro e a libra—operou com uma leve queda de 0,04%, marcando 99,553 pontos.
Fatores que Influenciaram o Câmbio
O câmbio nesta terça-feira teve sua atenção voltada na política monetária dos Estados Unidos. O presidente da unidade do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) de Richmond, Thomas Barkin, comentou que espera que os próximos dados e as entrevistas em andamento com a comunidade econômica ajudem a elucidar a trajetória futura da economia.
“No geral, estamos percebendo pressão em ambos os lados de nosso mandato. A inflação está acima da nossa meta e o crescimento do emprego apresenta desaceleração”, afirmou Barkin durante uma reunião de cúpula econômica na Universidade Shenandoah. “Entretanto, também notamos fatores atenuantes de ambos os lados, com consumidores resistindo a aumentos de preços e uma diminuição na oferta de mão de obra mantendo a taxa de desemprego estável”, complementou.
Contudo, a falta de dados oficiais tem dificultado a determinação clara da posição do Fed, segundo Barkin. As declarações, junto a outras manifestações de dirigentes da entidade, geram incertezas sobre a trajetória futura das taxas de juros, levando o mercado a precificar uma possível interrupção do ciclo de afrouxamento monetário.
Expectativas para a Política Monetária
Perto do fechamento do dia, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava que havia 48,9% de chance de que o Banco Central dos EUA mantivesse os juros na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. Por outro lado, a probabilidade de um corte de 0,25 ponto percentual estava em 51,1%.
Dados do Mercado de Trabalho
Os investidores também estavam atentos a novos dados do mercado de trabalho. Os pedidos contínuos de auxílio-desemprego—que correspondem a aqueles que recebem benefícios além da primeira semana de cobertura—subiram para 1,957 milhão na semana encerrada em 18 de outubro, conforme dados do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.
Esse número aumentou em 10.000 em relação à semana anterior, alcançando o maior nível desde o início de agosto. Observou-se um aumento considerável em comparação ao nível de 1,916 milhão na semana que se encerrou em 13 de setembro, a última semana antes do início da paralisação governamental em 1º de outubro.
O dado mais esperado para os próximos dias é o relatório de empregos (payroll) referente ao mês de outubro, cuja divulgação está agendada para a próxima quinta-feira, dia 20 de outubro.
Divulgação da Ata do Fed
Antes da divulgação dos dados de emprego, o Fed apresentará a ata da última reunião sobre política monetária, a qual resultou em uma redução de 0,25 ponto percentual nas taxas de juros, estabelecendo a nova taxa entre 3,75% e 4,00% ao ano. Esse documento será disponibilizado amanhã, dia 19 de outubro.
Desempenho do Real em Relação ao Dólar
Além do cenário internacional, a valorização das commodities contribuiu para que o real se fortalecesse em relação ao dólar, já que o Brasil é um dos países que mais exportam. O contrato futuro do minério de ferro, com vencimento em janeiro de 2024, apresentou um aumento de 1,41%, sendo cotado a 792 yuans (equivalente a US$ 111,41) por tonelada na Bolsa de Dalian, na China. Paralelamente, o contrato mais negociado do petróleo Brent, com vencimento também em janeiro, encerrou as suas atividades com uma alta de 1,07%, cotado a US$ 64,89 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.
Fonte: www.moneytimes.com.br

