Dólar recua e fecha a R$ 5,36 com cenário eleitoral e alívio nas tensões geopolíticas

Dólar recua e fecha a R$ 5,36 com cenário eleitoral e alívio nas tensões geopolíticas

by Ricardo Almeida
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Movimento do Dólar

O dólar interrompeu seu ritmo de alta, influenciado pelo apetite por risco no mercado local e um alívio nas tensões geopolíticas.

Nesta quinta-feira (15), o dólar à vista (USDBRL) fechou a sessão cotado a R$ 5,3681, representando uma queda de 0,61%.

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Esse movimento contrasta com a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas globais, como euro e libra, apresentava alta de 0,19%, alcançando 99,321 pontos.

Fatores que Influenciaram o Dólar

O cenário geopolítico continuou a ser um dos principais fatores de atenção para os investidores, especialmente em relação ao interesse dos Estados Unidos pela Groenlândia e às ameaças do presidente americano, Donald Trump, ao Irã.

No dia anterior (14), Trump anunciou que os planos de execução de manifestantes ímpares contra o regime iraniano foram suspensos, dando a entender que a probabilidade de uma ação militar direta dos EUA contra o Irã havia diminuído.

Nesta quarta-feira (15), os EUA impuseram sanções contra cinco autoridades iranianas, acusadas de serem responsáveis pela repressão aos protestos no país. O Departamento do Tesouro dos EUA revelou que as sanções foram direcionadas ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica e aos comandantes das forças policiais, acusando esses grupos de orchestrarem a repressão.

Além disso, Trump comentou que não tem a intenção de demitir o presidente do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos EUA), Jerome Powell, o que gerou alívio quanto às pressões recentes.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, mencionou que Trump deve tomar uma decisão sobre o indicado à presidência do Fed em breve.

Os dados econômicos também mostraram que os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 9.000, totalizando 198.000 na semana encerrada em 10 de janeiro, segundo informações do Departamento do Trabalho dos EUA. Economistas consultados pela Reuters esperavam que fossem registrados 215.000 pedidos para a mesma semana.

Cenário Eleitoral no Brasil

No Brasil, o mercado de câmbio permaneceu agitado, influenciado pelo cenário eleitoral atual.

O governador do Paraná, Ratinho Junior, declarou que aceitará o “desafio” caso seja escolhido como candidato pelo seu partido, o PSD, para a disputa ao Palácio do Planalto.

A declaração ocorreu em uma coletiva de imprensa no Palácio Iguaçu, na quarta-feira (14), ao lado do prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD).

“Acredito que, mais importante do que os nomes, é o projeto. Precisamos de alguém que tenha a capacidade de liderar um novo projeto para o Brasil. Se meu nome for escolhido internamente, ficarei honrado e, naturalmente, aceito o desafio, mas isso precisa ser construído internamente”, afirmou.

Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, ressaltou que não há possibilidade de reverter sua decisão de concorrer à chefia do Poder Executivo.

“Não há volta atrás na minha pré-candidatura. Isso é algo que não tem marcha à ré, não tem como voltar atrás”, declarou o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro a jornalistas, em frente à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde visitou seu pai, que está detido.

“Não existe nada que vá alterar essa situação e continuarei fazendo a minha parte para buscar a unidade com todos”, complementou.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que é visto como o favorito entre os mercados para a Presidência, reafirmou seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro nas eleições de outubro e destacou seu plano de buscar a reeleição para o governo de São Paulo.

“Apesar da queda superior a 4% no preço do petróleo, decorrente da diminuição das tensões no Oriente Médio, e do aumento nas taxas dos Treasuries, além da valorização do dólar no exterior conforme o DXY, o real se apreciou. Isso indica que fatores locais e o fluxo para ativos de risco prevaleceram na formação da taxa de câmbio”, analisou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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