Mercado Financeiro
Desempenho do Dólar
O dólar apresentou uma leve queda em relação ao real nesta quinta-feira, 19 de outubro, registrando uma baixa de 0,04%, com a cotação fechando a R$ 5,2282. Esse movimento foi distinto do que se observou nos mercados internacionais.
Situação Externa
No cenário internacional, o índice DXY, que avalia a força do dólar americano frente a uma cesta de moedas de países desenvolvidos, estava em alta de 0,20% por volta das 17h, atingindo 97,89 pontos. Analistas apontam que a performance do real foi impulsionada, especialmente, pelo aumento nos preços das commodities, o que reforça a perspectiva de uma balança comercial mais favorável para o Brasil.
Indicadores Econômicos
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou resultados melhores do que o esperado. Essa forte performance corroborou a análise de que os juros permanecerão elevados por um período mais prolongado no país. Manter essa taxa atrativa favorece o interesse por estratégias denominadas de carry trade.
Análise de Especialistas
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que a valorização do petróleo foi um fator importante para o fortalecimento do real. O IBC-Br revelou-se mais resiliente do que o projetado, indicando cortes na Selic de forma mais gradual. Essa situação ajuda a manter um diferencial de juros ainda elevado, que, por sua vez, é benéfico para estratégias de investimento estrangeiro em ativos brasileiros. O dia também foi marcado por um volume maior nas transações do mercado futuro de câmbio.
Preços do Petróleo
Os preços do petróleo avançaram na quinta-feira, impulsionados pelo esforço dos Estados Unidos e Irã em buscar um entendimento nas negociações referentes ao programa nuclear do Irã. Ao mesmo tempo, ambos os países intensificaram atividades militares na região que é principal produtora dessa commodity. O barril do Brent, por exemplo, subiu 2,10%, alcançando o valor de US$ 71,83.
Resultados do IBC-Br
O IBC-Br, por sua vez, registrou uma queda de 0,2% em dezembro, superando a mediana das expectativas da Reuters, que previa um recuo de 0,5%. O índice encerrou o ano de 2025 com um crescimento total de 2,5%.
Projeções Econômicas
Rodolfo Margato, economista da XP, apresenta uma análise que considera a leitura do quarto trimestre como ligeiramente positiva, mesmo em face da queda mensal. O indicador cresceu 0,4% durante este período. A XP estima que o PIB tenha avançado apenas 0,1% no trimestre, mas fechou o ano com um crescimento total de 2,3%.
Fonte: www.moneytimes.com.br