O Dólar à Vista e Quedas Consecutivas
O dólar à vista completou sua terceira sessão de queda consecutiva, impulsionado pela expectativa de que um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã seja assinado ainda neste fim de semana.
Movimentações do Dólar na Sexta-feira
Nesta sexta-feira (12), o dólar à vista encerrou as negociações cotado a R$ 5,0615, refletindo uma queda de 0,79%.
O desempenho do dólar também acompanhou a moeda nas operações internacionais. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas globais, como euro e libra, operava com uma leve baixa de 0,08%, atingindo 99,777 pontos.
Acúmulo de Queda na Semana
No acumulado da semana, o dólar apresentou uma queda de 1,86% em relação ao real no mercado à vista.
Cenário Geopolítico e Reações do Mercado
O alívio no cenário geopolítico exerceu pressão sobre o mercado de câmbio. Embora Estados Unidos e Irã ainda não tenham chegado a um acordo, as partes estão se aproximando de uma solução para o conflito, conforme informações veiculadas pela agência de notícias Reuters.
A expectativa é de que Washington e Teerã assinem um acordo inicial de cessar-fogo nos próximos dias.
“Apesar de rumores ao longo da manhã e divergências sobre os termos finais do acordo, a percepção predominante é de que um entendimento entre Washington e Teerã está mais próximo, o que impacta negativamente o preço do petróleo e reduz parte dos prêmios de risco geopolítico que estavam considerando os mercados nas últimas semanas”, afirmou Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad.
Projeções para a Política Monetária dos EUA
O mercado também continuou a considerar a possibilidade de um aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, para a reunião de dezembro, em vista do alívio nas tensões geopolíticas.
Próximo ao fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava uma chance de 8,7% de o Fed elevar os juros durante sua última decisão do ano. Para a próxima reunião, marcada para 17 de junho, a probabilidade de manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano era de 98,6%.
Dados de Inflação e Reação dos Investidores no Brasil
No cenário nacional, os investidores reagiram a novos dados de inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a medida oficial da inflação no Brasil, registrou uma alta de 0,58% em maio, mostrando uma desaceleração em comparação ao avanço de 0,67% do mês anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação subiu 4,72%, ultrapassando a meta estabelecida pelo Banco Central (BC), que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
Projeções e Surpresas em Dados de Inflação
Para Leonardo Costa, economista do ASA, a principal surpresa em relação às expectativas do mercado foi relacionada aos preços administrados. “Os preços de combustíveis e energia elétrica superaram nossas projeções”, afirmou.
A avaliação também foi compartilhada pelo Goldman Sachs. “Embora o IPCA de maio tenha ficado acima do consenso, a composição da inflação foi um tanto mais benigna do que o número total sugere. A surpresa em alta foi concentrada nos preços dos administrados, especialmente devido à queda menor que a esperada da gasolina e ao aumento maior que o projetado das tarifas de energia elétrica”, escreveu o banco em sua análise.
Expectativas para a Próxima Reunião do Copom
No que diz respeito às expectativas do mercado para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para 17 de junho, a maior parte dos grandes bancos e corretoras antecipa um último corte na taxa Selic. Este corte deve ser de 25 pontos base, reduzindo a taxa de 14,50% ao ano para 14,25% ao ano.
A curva de juros continua a precificar a expectativa de manutenção dos juros na próxima quarta-feira.
Fonte: www.moneytimes.com.br


