Desempenho do Dólar em Relação ao Real
O dólar à vista (USDBRL) apresentou uma queda em sua cotação frente ao real, divergindo da tendência observada em outros mercados internacionais. Essa movimentação ocorreu após a divulgação de dados robustos do mercado de trabalho nos Estados Unidos, conforme evidenciado pelo Payroll, além de um dia em que o Ibovespa (IBOV) alcançou um recorde intradia.
Nesta quarta-feira (11), a moeda americana fechou a R$ 5,1876, apresentando uma desvalorização de 0,18%. Esse valor de fechamento é o menor registrado desde 28 de maio de 2024.
Perspectivas do Mercado Externo
De acordo com Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o ambiente internacional continua favorável aos mercados emergentes. Há um fluxo significativo de capitais direcionado a ativos de maior retorno, um movimento que continua a beneficiar o real, mesmo diante de um Payroll mais positivo nos Estados Unidos.
Às 17h (horário de Brasília), o DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis divisas globais – incluindo o euro e a libra – registrava uma leve alta de 0,03%, alcançando 96.825 pontos.
No contexto doméstico, a performance positiva do Ibovespa, que ultrapassou os 190 mil pontos, reforça a percepção de apetite ao risco no mercado. Shahini observa que o relatório foi interpretado como insuficiente para alterar a tendência de rotação de fluxos para mercados emergentes, possibilitando que o real permanecesse forte frente ao dólar.
Fatores que Influenciaram a Cotação do Dólar Hoje
No cenário interno, os investidores estavam atentos às declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Em seu discurso, Galípolo reiterou que a abordagem do Comitê de Política Monetária (Copom) foi conservadora, ao sinalizar uma “calibragem” na taxa de juros a partir do mês de março. A decisão de aguardar 45 dias teria como objetivo reunir mais confiança antes de iniciar esse novo ciclo.
“Antevíamos, caso o cenário se confirme, essa calibração da política monetária a partir de março, justamente para que consigamos obter mais confiança para iniciar este ciclo”, afirmou.
Pesquisas Políticas e seu Impacto no Mercado
No mesmo contexto, o mercado também acompanhou a divulgação da pesquisa Genial/Quaest, que revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua liderando nas intenções de voto para os cenários de primeiro e segundo turno nas eleições presidenciais de outubro, à frente do senador Flávio Bolsonaro.
Essa foi a primeira rodada do instituto que não inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, entre os potenciais candidatos ao Palácio do Planalto.
Nos sete cenários de primeiro turno analisados, Lula apresenta intenções de voto que variam entre 35% e 39%, enquanto Flávio Bolsonaro oscila entre 29% e 33%. A vantagem do candidato petista varia de 4 a 8 pontos percentuais, dependendo da configuração das opções.
Desempenho do Ibovespa
Com o apetite ao risco em alta, o Ibovespa estabeleceu um recorde histórico, alcançando a marca de 190.000 pontos, com a máxima registrada em 190.561,18 pontos, resultando em uma alta de 2,49%.
Análise do Mercado Externo
No cenário external, o dólar se valorizou em relação a outras moedas, coincidente com um dia de divulgação de balanços corporativos e movimentos mistos nos índices de Wall Street. O dado mais relevante do mercado de trabalho, o Payroll, indicou a criação de 130.000 novas vagas de trabalho em janeiro, um número que superou as expectativas do mercado. A taxa de desemprego, por sua vez, caiu para 4,3%.
Diante deste contexto, as apostas sobre a manutenção da taxa de juros na próxima reunião de março do Federal Reserve aumentaram para 95% durante a manhã.
Fonte: www.moneytimes.com.br