Desempenho do Ibovespa em Alta
O Ibovespa (BOV:IBOV) encerrou o pregão da quarta-feira (11/02) com uma alta expressiva de 2,03%, alcançando os 189.699 pontos, após ter ultrapassado o importante patamar dos 190 mil pontos durante o dia. Este movimento indica uma recuperação do apetite ao risco por parte dos investidores na bolsa de valores brasileira.
O volume financeiro totalizou R$ 28,3 bilhões, um número que está consideravelmente acima da média móvel de 50 pregões, que era de R$ 20,3 bilhões. Isso sugere uma entrada robusta de fluxo comprador no mercado.
O contrato futuro do Ibovespa (BMF:INDFUT | BMF:WINFUT) também apresentou um desempenho alinhado à tendência positiva observada ao longo do dia, refletindo a força do mercado à vista.
Cenário Político como Catalisador
Um fator principal que impulsionou o pregão foi o cenário político atual. A pesquisa Genial/Quaest realizada em fevereiro revelou os seguintes índices de intenção de voto:
- Lula: 43%
- Flávio Bolsonaro: 38%
A diferença de cinco pontos percentuais entre os candidatos representa uma redução significativa em comparação com os dez pontos registrados em dezembro e os sete pontos de janeiro deste ano.
A interpretação do mercado acerca desta disputa mais acirrada é de que pode haver uma redução no risco fiscal, o que favorece os ativos locais.
No evento promovido pelo BTG, Flávio Bolsonaro defendeu algumas pautas relevantes, incluindo:
- Corte na carga tributária
- Redução da burocracia
- Privatizações a serem analisadas caso a caso
Além disso, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou a necessidade de “calibragem” como o conceito central em relação à política monetária. Esse discurso foi interpretado como dovish, o que fortalece a expectativa de um corte de 50 pontos-base na Selic pelo Copom em março.
Movimentação no Cenário Internacional
No contexto internacional, os seguintes dados foram registrados:
- Petróleo Brent (CCOM:OILBRENT): +1,22%, em meio a tensões no Oriente Médio
- Ouro (PM:XAUUSD): +1,19%, caracterizando um movimento típico de proteção
- Minério de ferro em Dalian: -0,07%, indicando uma demanda estrutural mais fraca na China
Em relação ao câmbio, o dólar futuro apresentou uma queda de 0,14%, cotado a R$ 5,204, enquanto a paridade USDBRL (FX:USDBRL) continuou a enfrentar pressão.
Destaques Corporativos
Entre os principais destaques do mercado corporativo, observaram-se os seguintes desempenhos:
**Vale (BOV:VALE3)**
A ação da Vale avançou 3,49%, mesmo diante de uma leve queda no minério na China. Esse resultado reafirma o fluxo positivo direcionado às blue chips.
**Itaú Unibanco (BOV:ITUB4)**
As ações do Itaú Unibanco subiram 1,96%, sendo sustentadas pelo cenário de queda das taxas de juros e pela melhora na percepção macroeconômica.
**Suzano (BOV:SUZB3)**
A Suzano teve um destaque ainda maior, disparando 13,32%, liderando tanto em variação percentual quanto em contribuição ao índice.
Outras ações que também figuraram entre as maiores altas do dia incluem:
TIM Brasil (BOV:TIMS3): +7,85%
Klabin (BOV:KLBN11): +6,00%
O fluxo robusto nos negócios reforçou a liquidez das blue chips e consolidou o rali registrado no dia.
Movimento da Curva de Juros Futuros
A curva de juros futuros (BMF:DI1FUT) apresentou uma inclinação, com os seguintes resultados:
- Vértices curtos e intermediários: recuo de até 5,5 pontos-base
- Vértices longos: alta de até 3,0 pontos-base
Maior convicção em relação ao corte de 50 pontos-base por parte do Copom.
Continuação do prêmio de risco fiscal e eleitoral a longo prazo.
Essa dinâmica sugere um cenário de política monetária mais acomodatícia no curto prazo, embora com cautela em relação a fatores estruturais no horizonte mais longo.
Fonte: br.-.com