Dólar recua para R$ 5,31 após PIB fraco sinalizar potencial redução na Selic em janeiro.

Dólar recua para R$ 5,31 após PIB fraco sinalizar potencial redução na Selic em janeiro.

by Ricardo Almeida
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Movimento do Dólar em Relação ao Real

O dólar continuou a apresentar perdas em relação ao real, marcando a terceira sessão consecutiva de desvalorização. Esse comportamento se dá em um contexto de desaceleração da economia brasileira, além da expectativa de cortes na taxa de juros nos Estados Unidos.

Desempenho do Dólar à Vista

Nesta quinta-feira (4), o dólar à vista (USDBRL) fechou a sessão cotado a R$ 5,3104, apresentando uma queda de 0,05%. Durante o dia, a moeda se manteve abaixo da marca de R$ 5,30, com uma mínima intradiária de R$ 5,2882, o que representa uma desvalorização de 0,47%.

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Tendência de Mercado

O movimento do real em relação ao dólar divergiu da tendência observada no cenário externo. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, que é um indicador que compara a moeda americana com uma cesta de seis divisas globais, incluindo o euro e a libra, mostrou uma alta de 0,14%, alcançando 99.007 pontos. Isso ocorreu em um contexto de fortalecimento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries.

Impactos da Economia Local

No cenário econômico brasileiro, os investidores reagiram à recente divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) referente ao terceiro trimestre, que foi realizada pela manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados mostraram que a economia brasileira cresceu apenas 0,1% entre julho e setembro, em comparação com os três meses anteriores. Esse resultado é o mais fraco desde a retração de 0,1% observada nos últimos três meses de 2024. Além disso, o desempenho do terceiro trimestre ficou abaixo das previsões de analistas que estimavam uma alta de 0,2% para o mesmo período, segundo uma pesquisa da Reuters.

Análise dos Especialistas

O economista Leonardo Costa, do ASA, afirmou que os dados confirmam uma desaceleração gradual da atividade econômica, apontando que o PIB se manteve praticamente estável, apesar de uma significativa injeção de renda proporcionada pelo pagamento de precatórios. Costa destacou que a resposta moderada a esse estímulo sugere que a economia está perdendo força, especialmente no consumo das famílias, onde os efeitos de uma política monetária mais restritiva já começam a aparecer com mais clareza.

Expectativas para a Política Monetária

Após a divulgação do PIB, a curva a termo do mercado financeiro passou a indicar uma probabilidade de 84% para um corte de 25 pontos-base na Selic em janeiro, que será a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central em 2026. Na quarta-feira (3), esse percentual estava em 78%.

A desvalorização do dólar frente ao real foi ainda mais acentuada pelas expectativas de continuidade do ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos pelo Federal Reserve (Fed), agendado para a próxima semana. Se essa previsão se concretizar, será o terceiro corte consecutivo na taxa de juros americana.

Próximo ao fechamento do mercado, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava uma probabilidade de 87% de que o Banco Central dos Estados Unidos reduzisse os juros em 0,25 ponto percentual, ajustando a faixa de taxa de juros para 3,50% a 3,75% ao ano. No dia anterior, a expectativa era de 90% para esse corte.

Além disso, a probabilidade de manutenção da taxa de juros subiu de 10% (no dia anterior) para 13% nesta quinta-feira.

Reuniões do Comitê de Política Monetária

O Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Fed tem agendada sua última reunião do ano de 2025 para os dias 9 e 10 de dezembro, quando terá a oportunidade de discutir as diretrizes monetárias futuras. Coincidentemente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil também realizará sua reunião de política monetária nesses mesmos dias.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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