Dólar recua para R$ 5,33 com a menor taxa de desemprego da história e atenção voltada para os juros dos EUA.

Dólar recua para R$ 5,33 com a menor taxa de desemprego da história e atenção voltada para os juros dos EUA.

by Ricardo Almeida
0 comentários

Câmbio: Desempenho do Dólar

Em mais um dia marcado por liquidez reduzida e pela valorização das commodities, o dólar voltou a apresentar perdas em relação a moedas fortes e emergentes. A expectativa de continuidade no afrouxamento monetário nos Estados Unidos, combinada com a menor taxa de desemprego já registrada na história do Brasil, influenciou o mercado cambial.

Nesta sexta-feira, dia 28, o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão cotado a R$ 5,3348, registrando uma queda de 0,32%.

  • LEIA MAIS: A comunidade de investidores Money Times reúne informações cruciais sobre o mercado.

Esse movimento seguiu a tendência observada no mercado externo. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que avalia a força do dólar em comparação a uma cesta de seis divisas globais, incluindo euro e libra, operava em baixa de 0,12%, cotado a 99.446 pontos.

Na análise semanal, o dólar recuou 1,23% em relação ao real. Nas primeiras semanas de novembro, a moeda americana acumulou uma queda de 0,85% frente à moeda brasileira.

Fatores que Influenciaram o Dólar

Os mercados dos Estados Unidos retomaram suas atividades após o feriado do Dia de Ação de Graças; no entanto, a liquidez continuou limitada.

Mais uma vez, as expectativas em relação à trajetória dos juros norte-americanos influenciaram o movimento do dólar ao longo do dia.

Nos últimos dias, declarações divergentes de diretores do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) elevaram as especulações sobre um possível novo corte nos juros na próxima reunião do Comitê Federal do Mercado Aberto (FOMC, sigla em inglês), que ocorrerá em dezembro. Hoje, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava uma chance de 86,9% de que o Fed reduzisse os juros em 0,25 ponto percentual, estabelecendo uma faixa que variaria entre 3,50% e 3,75% ao ano.

Vale ressaltar que o período de silêncio do Fed se inicia neste sábado, dia 29, e a reunião do FOMC está agendada para os dias 9 e 10 de dezembro.

Dados do Mercado de Trabalho no Brasil

No Brasil, os dados do mercado de trabalho foram destaque e chamaram a atenção dos investidores e analistas.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,4% nos três meses que antecederam outubro, marcando o menor nível desde o início da série histórica em 2012. A mediana das previsões apuradas em uma pesquisa da Reuters indicava que a taxa ficaria em 5,5% para o mesmo período.

De acordo com a avaliação do Goldman Sachs, o crescimento do emprego está “moderando na margem”, mas o cenário do mercado de trabalho continua apertado, visto que a taxa de participação e a força de trabalho ativa têm apresentado um declínio constante desde maio de 2025.

As economistas Natalia Cotarelli e Marina Garrido, do Itaú BBA, sinalizaram que os dados divulgados hoje demonstram “sinais incipientes de perda de fôlego no mercado de trabalho”, apontando que o emprego formal apresenta recuo pelo terceiro mês consecutivo.

Criação de Vagas Formais

Na véspera, dia 27, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), documento divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), notificou a criação de 85.147 novas vagas formais de emprego em outubro.

Este é o pior saldo já registrado para o mês de outubro na série histórica do Novo Caged, que compila dados desde 2020. Em igual período do ano passado, 2024, foram criados 131.424 postos de trabalho.

No acumulado do ano até outubro, foram abertas 1.800.650 novas vagas, um número inferior ao registro do ano de 2024, que teve um saldo positivo de 2.126.843 no mesmo intervalo, configurando assim o terceiro pior resultado da série histórica.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy