Dólar encerra o dia em alta
O dólar apresentou mais um dia de valorização em relação ao real, encerrando as negociações com alta significativa. O aumento das tensões no Irã, acompanhadas de rumores sobre uma possível ofensiva terrestre dos Estados Unidos no país persa, intensificaram a aversão ao risco entre os investidores, fazendo com que muitos buscassem a moeda norte-americana como um ativo de proteção financeiro.
Cotação do Dólar
Nesta sexta-feira (20), o dólar à vista (USDBRL) fechou as negociações cotado a R$ 5,3092, com uma alta de 1,79%. Este movimento refletiu o desempenho da moeda no mercado internacional. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, que é um indicador que avalia o valor do dólar em relação a uma cesta de seis divisas globais, incluindo o euro e a libra, operava em alta de 0,33%, alcançando 99,557 pontos.
Desempenho Semanal
Apesar do incremento no valor da moeda registrada hoje, o dólar acumulou uma queda de 0,13% em relação ao real ao longo da semana.
Tensão Geopolítica no Oriente Médio
O mercado de câmbio continuou a acompanhar com atenção a escalada das tensões geopolíticas, especialmente o conflito no Oriente Médio. Atualmente, o cenário se agrava no vigésimo primeiro dia do confronto entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. Tel-Aviv voltou a realizar ataques em Teerã, respeitando, no entanto, a ordem de Washington que visa evitar alvos relacionados a instalações de petróleo e gás natural. Em paralelo, drones iranianos atacaram uma refinaria no Kuwait, e explosões foram reportadas em Dubai.
A Rússia expressou preocupação com a expansão das áreas afetadas pelos ataques norte-americanos e israelenses, fazendo um alerta sobre o risco de uma escalada ainda maior do conflito bélico.
Declarações do Presidente dos EUA
Na tarde de hoje, o presidente norte-americano, Donald Trump, comentou que está “no processo de resolver a situação no Irã”, embora não tenha mencionado a possibilidade de um cessar-fogo. Trump afirmou que não se deve considerar uma trégua quando se está em vantagem, acrescentando: “Estamos muito adiantados no cronograma”.
Preparativos para Mobilização
Recentemente, a CBS News reportou que autoridades do Pentágono iniciaram preparativos detalhados para a potencial mobilização de forças terrestres dos Estados Unidos no Irã. Os analistas de mercado voltaram a enfatizar as incertezas envolvidas em um possível conflito prolongado, especialmente com a divulgação de informações a respeito de uma possível incursão terrestre por parte dos Estados Unidos. Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacou que este cenário aumentou consideravelmente o risco de um novo choque nos preços de energia, com o valor do petróleo elevando-se para patamares superiores a US$ 110 por barril.
Preços do Petróleo
No dia de hoje, o contrato futuro do Brent, que serve como referência no mercado global, registrou uma alta de 3,26%, fechando a US$ 112,19 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Com essa escalada nos preços do petróleo, o receio de um novo choque inflacionário também levou os mercados a reconsiderar suas expectativas para a trajetória dos juros globalmente.
Expectativas para a Política Monetária nos EUA
Nos Estados Unidos, as expectativas a respeito de um possível corte nos juros pelo Federal Reserve (Fed), que é o Banco Central norte-americano, foram zeradas até dezembro deste ano. Próximo ao fechamento do pregão, os traders indicavam setembro de 2027 como o mês mais provável para uma possível retomada do ciclo de afrouxamento monetário, conforme informado pela ferramenta FedWatch, do CME Group.
Para a próxima reunião do Fed, que ocorre em abril, a ferramenta do CME Group aponta uma probabilidade de 89,7% de que a instituição mantenha os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. A chance de uma elevação de 0,25 ponto percentual, que levaria os juros para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, se mostra em 10,3%.
Situação no Brasil
No Brasil, o mercado permanece otimista em relação a um corte de 0,25 ponto percentual na próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. Na última quarta-feira (18), o colegiado decidiu reduzir a Selic de 15% para 14,75% ao ano, iniciando assim um ciclo de redução na taxa básica de juros.
Fonte: www.moneytimes.com.br


