Valorização do Dólar
O dólar encerrou a sessão de sexta-feira (16) e a semana com uma leve valorização. Essa movimentação ocorreu em resposta a dados da atividade econômica brasileira que foram mais fortes do que o esperado, além de mudanças nas expectativas relacionadas ao comando do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos.
Na sessão do dia, o dólar à vista (USDBRL) fechou cotado a R$ 5,3726, apresentando um avanço de 0,08%.
Tendência Externa
O movimento de valorização do real acompanhou a tendência observada no mercado externo. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, um indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, incluindo o euro e a libra, operava com uma leve alta de 0,06%, atingindo 99,383 pontos.
No acumulado da semana, o dólar registrou uma valorização de 0,13%.
Fatores que Influenciaram o Dólar
As atenções do mercado foram direcionadas para a sucessão no Federal Reserve após uma redução das tensões entre os Estados Unidos e o Irã. Nesta sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, elogiou o conselheiro econômico Kevin Hassett durante um evento na Casa Branca, insinuando que ele poderia ser mantido em sua função.
Hassett é considerado um dos principais candidatos para suceder Jerome Powell na presidência do Fed, cargo que Powell deixará em maio do próximo ano. Durante o evento, Trump comentou: “Kevin Hassett é muito bom. Estou dizendo: ‘Espere um minuto, se eu mudá-lo de lugar — esses caras do Fed, certamente o que temos agora, eles não falam muito. Eu perderia você. Isso é uma preocupação séria para mim”.
Probabilidades de Sucessão
De acordo com dados da plataforma Polymarket, Hassett possui cerca de 17% de probabilidade de ser indicado para assumir a cadeira do Fed. O favorito até o momento para ocupar o cargo é Kevin Warsh, ex-membro do Conselho de Administração do Fed, que conta com 61% de apostas a favor.
Outro tema que permaneceu em destaque foi a disputa relacionada à Groenlândia, território sob domínio da Dinamarca. Trump anunciou ameaças de imposição de tarifas a países que não apoiarem seus planos para que os Estados Unidos assumam o controle da Groenlândia.
Dados Econômicos no Brasil
No Brasil, a análise do dia foi marcada pela divulgação de dados econômicos. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou uma alta de 0,70% em novembro.
Esse resultado superou as expectativas do mercado. A pesquisa realizada pela Reuters, por exemplo, previa um crescimento de 0,30%.
Comparativos Mensais e Anuais
Quando comparado ao mês anterior, o IBC-Br apresentou uma alta acumulada de 1,2%. Em termos anuais, a variação foi de 2,4%.
Matheus Pizzani, economista do PicPay, avaliou que o desempenho robusto do IBC-Br demonstra potencial para evitar uma possível estagnação do PIB no último trimestre do ano. Essa preocupação havia sido levantada na divulgação do dado referente ao mês anterior.
“Outro debate importante que pode ser traçado a partir deste dado diz respeito à política monetária. Quando somado aos dados sólidos do mercado de trabalho, a sinalização positiva advinda do nível de atividade sugere a possibilidade de manutenção do hiato do produto no campo positivo por tempo adicional, criando um ambiente propício para o início do ciclo de queda dos juros apenas em março, além de reduzir a importância relativa do debate sobre o início deste processo e sinalizar maior importância sobre a discussão de sua magnitude”, avaliou Pizzani.
Fonte: www.moneytimes.com.br

