Dólar sobe levemente e fecha a R$ 5,38 à expectativa do IPCA e do payroll

Movimentação do Dólar

No dia 8 de dezembro, o dólar apresentou uma nova alta, seguindo a tendência da véspera, impulsionado por dados econômicos dos Estados Unidos e pela expectativa em relação às próximas informações sobre a inflação no Brasil. O fechamento do dólar à vista (USDBRL) foi registrado a R$ 5,3890, com uma variação positiva de 0,04%.

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A variação do câmbio acompanhou a movimentação externa. Por volta das 17h, horário de Brasília, o DXY, que é o indicador que avalia o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis outras moedas, apresentava uma alta de 0,24%, alcançando os 98,922 pontos.

Fatores que Influenciaram a Alta do Dólar

Durante a mesma data, o principal fator que contribuiu para a valorização do dólar foi o aumento dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, após a divulgação de dados sobre comércio e desemprego. Esses juros projetados para a dívida pública norte-americana foram influenciados por novas estatísticas dessa área.

No aspecto comercial, o déficit comercial dos EUA experimentou uma grande redução em outubro, registrando uma queda de 39,0%, reduzindo-se para US$ 29,4 bilhões. Esse número marca o nível mais baixo desde meados de 2009 e é resultado da diminuição das importações. Economistas que foram consultados pela Reuters indicavam uma expectativa de que o déficit comercial cresceria para US$ 58,9 bilhões, mas a publicação deste relatório foi adiada devido à paralisação federal que durou 43 dias.

Além disso, nas informações relacionadas ao mercado de trabalho, foi identificada uma leve elevação no número de norte-americanos que registraram novos pedidos de auxílio-desemprego na última semana. Os pedidos iniciais aumentaram em 8.000, totalizando 208.000 para a semana encerrada no dia 3 de janeiro, segundo dados ajustados sazonalmente pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A expectativa anterior era que o número de pedidos chegasse a 210.000.

De forma geral, os yields dos Treasurys são influenciados pela perspectiva que investidores têm em relação ao futuro da taxa de juros da maior economia do mundo. Neste contexto, os juros vigentes se encontram entre 3,50% e 3,75% ao ano. Essa taxa de juros, por sua vez, impacta diretamente o valor do dólar no mercado internacional, funcionando como um indicador do custo de oportunidade em investimentos em dólar.

Além do aumento nas taxas dos títulos do governo dos EUA, o mercado começou a consolidar expectativas de que o Federal Reserve (Fed), que é o banco central norte-americano, manterá os juros inalterados até março do próximo ano. Nesse sentido, a expectativa agora se volta para uma possível redução desses juros apenas em abril.

Os investidores também estavam atentos à divulgação do relatório oficial de empregos, o payroll, referente ao mês de dezembro e ao total de 2025. Esse documento, considerado uma referência importante para o Fed em relação ao mercado de trabalho, será publicado no dia 9 de dezembro.

A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela continua a ser uma preocupação para os investidores. Em uma entrevista ao jornal New York Times, o presidente Donald Trump declarou que o país deve manter a supervisão sobre o território venezuelano e controlar as reservas de petróleo por um período prolongado. “Só o tempo dirá”, enfatizou Trump.

Aguardando Dados do IPCA

Em meio às expectativas relacionadas a novos dados sobre a inflação, o cenário interno foi impactado por informações da indústria. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reportou que a produção industrial no Brasil permaneceu estável em novembro, desafiando as previsões que apontavam um crescimento de 0,2% após um avanço de 0,1% em outubro. Quando comparada ao mesmo mês do ano anterior, a produção caiu em 1,2%, uma redução maior do que a esperada, que era de 0,1%.

Com isso, a produção industrial, que em quase todos os meses de 2025 teve resultados próximos ou iguais a zero, segue 14,8% abaixo do patamar recorde alcançado em maio de 2011. De acordo com o economista sênior André Valério, do Inter, “o resultado de novembro reafirma a tendência de desaceleração do setor industrial, que enfrenta um problema duplo: a taxa elevada de juros e o tarifaço norte-americano, que, mesmo com várias reduções, ainda impõe uma sobretaxa de 50% sobre uma boa parte da produção industrial exportada para os Estados Unidos”.

Em relação ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), há expectativas para que ele registre um aumento de 0,33% em dezembro na comparação mensal, encerrando o ano de 2025 com uma inflação de 4,27%. Essa taxa se apresenta abaixo do limite estipulado pela meta do Banco Central, mas acima do centro da meta, que é de 3%.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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