ONU aumenta expectativa de crescimento do PIB da China para 2025 e 2026

Crescimento do PIB da China

O Produto Interno Bruto (PIB) da China apresentou um crescimento de 4,9% em 2025 e é esperado que desacelere para uma alta de 4,6% em 2026. Essa informação é proveniente do relatório "Situação e Perspectivas da Economia Mundial de 2026" da ONU, publicado na quinta-feira, dia 8. As previsões atuais refletem um aumento em relação às estimativas divulgadas no ano anterior, quando as projeções foram de 4,6% e 4,4%, respectivamente. Para o ano de 2027, a organização espera um crescimento do PIB chinês de 4,5%.

Desempenho Econômico no Primeiro Semestre

Conforme o relatório, a economia da China demonstrou um crescimento significativo no primeiro semestre do ano passado, impulsionado pela aceleração nos embarques de exportação antes do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos, além de um consumo doméstico mais robusto.

Mudanças nas Vendas do Varejo

Entretanto, o ritmo de crescimento começou a apresentar sinais de desaceleração no terceiro trimestre, conforme indicado pelo documento. Em setembro, as vendas no varejo registraram um crescimento de apenas 3%, em comparação com um pico de 6,4% que havia sido alcançado em maio, que é a taxa mais alta desde janeiro de 2024.

Investimentos e Atividade Econômica

O relatório também menciona que os investimentos em ativos fixos enfrentaram uma contração de 0,5% nos três primeiros trimestres do ano. Essa queda sugere uma atividade de investimento consideravelmente mais fraca no terceiro trimestre, conforme a avaliação da ONU.

Setores em Destaque

O setor industrial e de infraestrutura se beneficiaram de estímulos governamentais, incluindo a emissão de títulos ultralongos para projetos de renovação urbana. No entanto, esses ganhos foram ofuscados pela contração do setor imobiliário, que apresentou dificuldades significativas.

Riscos Potenciais para a Economia

Para o ano em curso, o relatório da ONU alerta que os principais riscos para a economia chinesa advêm de uma possível deterioração nas relações comerciais com os Estados Unidos, de uma demanda global mais fraca e de uma nova desaceleração no setor imobiliário.

Estas questões podem impactar de forma negativa a trajetória de crescimento da economia chinesa, que já enfrenta desafios consideráveis em vários setores.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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