Dow Jones, S&P e Nasdaq futuros caem enquanto investidores reavaliam as expectativas do Fed e as perspectivas decepcionantes da Oracle.

Os futuros das ações nos Estados Unidos apresentaram um recuo na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, indicando uma pausa no ímpeto registrado no dia anterior. Os investidores continuaram a avaliar o recente corte de juros do Federal Reserve e refletiam sobre novas preocupações levantadas pela previsão desapontadora da Oracle (BOV:ORCL34). Em contrapartida, a Adobe (BOV:ADBE34) se destacou ao divulgar uma projeção anual que superou as expectativas do mercado.

Os futuros recuam

Os contratos futuros mostraram um início de dia mais fraco, à medida que os investidores analisavam o terceiro corte de juros do Federal Reserve implementado desde setembro, combinado com notícias corporativas mistas. Às 07h34 (horário de Brasília), os futuros do Dow Jones estavam em queda de 96 pontos (-0,20%), os futuros do S&P 500 recuavam 39 pontos (-0,57%) e os futuros do Nasdaq 100 registravam uma queda de 206,5 pontos (-0,80%).

No dia anterior, houve um desempenho positivo generalizado, após o Fed reduzir as taxas de juros em 25 pontos-base. O presidente Jerome Powell apresentou uma mensagem mais equilibrada do que o mercado havia antecipado. Ao final da negociação de quarta-feira, o S&P 500 subiu 0,67%, alcançando 6.886,68 pontos, enquanto o Dow Jones avançou 1,05%, atingindo 48.057,75 pontos, e o Nasdaq Composite teve alta de 0,33%, encerrando o dia em 23.654,16 pontos.

Dólar recua enquanto mercados assimilam posição do Fed

O dólar americano manteve-se em baixa, após atingir a mínima em sete semanas. Essa tendência foi impulsionada pela declaração de Powell, que afirmou não acreditar que “um aumento da taxa de juros seja o cenário base de ninguém” no curto prazo. Os investidores reforçaram as apostas em novas medidas de flexibilização monetária para 2026, pressionando ainda mais o valor do dólar. Às 05h13 (horário de Brasília), o índice do dólar americano apresentava uma queda de 0,1%, fixando-se em 98,65.

Embora o Federal Reserve tenha reduzido as taxas de juros para uma faixa entre 3,50% e 3,75%, os membros do comitê de política monetária mostraram-se divididos em suas opiniões. Após os cortes efetuados em setembro e outubro, muitos disseram preferir aguardar por uma maior clareza a respeito do enfraquecimento das condições econômicas e da inflação, que permanece “ligeiramente elevada”, antes de decidir sobre novas ações.

As novas projeções econômicas indicaram expectativas de um crescimento mais robusto nos Estados Unidos para 2026, mas também apontaram divergências significativas sobre a trajetória das taxas de juros em um contexto onde o governo busca promover mudanças comerciais abrangentes e a inteligência artificial (IA) continua a impulsionar fluxos de investimento. A atenção agora se volta para a próxima decisão da Casa Branca sobre o novo presidente do Fed, com Kevin Hassett sendo considerado um forte candidato. Especialistas acreditam que ele poderá apoiar a abordagem agressiva de corte de juros reiteradamente defendida pelo presidente.

Conforme ressaltaram James Knightley e Padhraic Garvey, do ING: “Os membros atuais do Fed indicam que apenas um novo corte é a projeção central para 2026, mas, considerando as mudanças iminentes e o esfriamento do mercado de trabalho, os riscos apontam para um corte mais expressivo.”

A Oracle tropeça nas projeções

As ações da Oracle (NYSE:ORCL) tiveram uma queda superior a 11% durante o pré-mercado, depois que a empresa divulgou previsões de receita e lucro abaixo das expectativas do mercado. A direção da companhia também anunciou um aumento nos gastos de capital de mais US$ 15 bilhões, o que intensificou as preocupações de que os investimentos substanciais em tecnologias relacionadas à inteligência artificial ainda não estão resultando em retornos financeiros.

A empresa projetou um lucro ajustado de US$ 1,64 a US$ 1,68 por ação para este trimestre, valor que está abaixo da expectativa de US$ 1,72, além de esperar um crescimento de receita mais lento do que o previsto, entre 16% a 18%. Recentemente, os resultados financeiros também decepcionaram em métricas significativas, incluindo receita, lucro operacional e compromissos futuros relacionados à nuvem.

A Adobe se destaca em meio à cautela generalizada no setor de tecnologia

A Adobe (NASDAQ:ADBE) revelou uma previsão anual mais otimista do que a esperada, indicando que os recursos de inteligência artificial da empresa estão começando a fomentar uma demanda consistente por seus serviços. A empresa projeta uma receita para o ano entre US$ 25,90 e US$ 26,10 bilhões, superando as expectativas de analistas. Os lucros ajustados também devem ser melhores do que as previsões do mercado.

O diretor financeiro, Dan Durn, informou à Reuters que o número de usuários ativos mensais das ferramentas freemium da Adobe teve um aumento de 35% em relação ao ano passado, atingindo mais de 70 milhões de usuários. Durante o pré-mercado, as ações estavam em queda de 0,4%.

Trump pede venda da CNN

Em uma nova reviravolta no drama contínuo que envolve o setor de mídia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a CNN deveria ser vendida como parte de qualquer transação que envolvesse a Warner Bros Discovery (NASDAQ:WBD) (BOV:W1BD34). Segundo o presidente, é “imperativo que a CNN seja vendida”, independentemente do comprador final da Warner.

Esses comentários surgem em meio a uma tentativa de aquisição hostil da Warner, avaliada em US$ 77,9 bilhões, pela Paramount, um negócio que incluiria a CNN.

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Fonte: br.-.com

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