Autonomia do Banco Central em meio ao escândalo do Banco Master
O ex-senador e ex-ministro do Planejamento e Orçamento, Romero Jucá, defendeu a autonomia do Banco Central diante do atual escândalo do Banco Master.
Proposta de Emenda Constitucional no Congresso
No Congresso Nacional, uma proposta de emenda constitucional (PEC) que visa consolidar a autonomia orçamentária e financeira da instituição ainda está em tramitação. Em entrevista ao programa WW nesta sexta-feira, 27, Jucá afirmou que tem apoiado esta iniciativa.
Importância da Autonomia do Banco Central
"A autonomia do Banco Central é fundamental por questões variadas. […] É necessário que o Banco Central seja fortalecido para evitar que episódios como o do Master se repitam", declarou o ex-senador.
Avaliação da Crise do Banco Master
Jucá também comentou sobre a regulação do Sistema Financeiro Nacional (SFN), destacando que o fenômeno da crise do Banco Master é inaceitável. "É inacreditável o tamanho que tomou a crise do Banco Master", avaliou.
Decisão de Liquidação
Em novembro do ano anterior, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master após identificar uma "grave crise de liquidez do Conglomerado Master" e um comprometimento considerável de sua situação econômico-financeira. Também foram constatas graves violações às normas que regulam a atividade das instituições do Sistema Financeiro Nacional.
Investigação de Fraude pela Polícia Federal
Paralelamente, a Polícia Federal conduzia uma investigação sobre uma fraude estimada em R$ 12 bilhões, supostamente promovida pelos proprietários do Master. Descobriram que o banco, ao perceber a crise de liquidez, produziu carteiras de crédito falsas na tentativa de vender ativos e levantar capital.
Tentativas de Venda do Banco Master
O Master tentou vender parte de suas operações em duas ocasiões durante o ano de 2025. A primeira tentativa foi feita com o Banco Regional de Brasília (BRB), que, atualmente, enfrenta dificuldades financeiras e busca se reestruturar. A segunda abordagem foi realizada com o Grupo Fictor, que está em recuperação judicial desde fevereiro.
Críticas à Ação do Banco Central
Jucá criticou a atuação do Banco Central, afirmando que a instituição "não agiu" durante o mandato anterior e que, no atual, "agiu de forma atrasada". Segundo ele, isso resultou em um passivo de R$ 60 bilhões para um banco de pequeno porte, impactando o Fundo Garantidor de Créditos e arrastando outros agentes financeiros para a mesma situação. "O Banco Central falhou, mas acredito que irá corrigir esses procedimentos", concluiu.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br