Desempenho da Economia da Alemanha
A economia da Alemanha encerrou o último ano com um impulso crescendo, mas o crescimento esperado para o primeiro trimestre deve ser modesto, com a inflação se estabilizando em 2%. Essa informação foi divulgada pelo banco central do país em um relatório econômico mensal na última quinta-feira, dia 22.
Estagnação Econômica
A Alemanha, sendo a maior economia da Europa, tem enfrentado estagnação nos últimos anos, uma vez que a indústria sofreu uma grande recessão. Além disso, as tarifas impostas pelos Estados Unidos afetaram profundamente as exportações, levando a um cenário no qual as possibilidades de recuperação estão diretamente ligadas à onda de gastos do governo.
Expectativas para o Primeiro Trimestre
O banco central expressou que as expectativas um pouco mais pessimistas das empresas sugerem que a produção econômica provavelmente crescerá apenas de forma moderada no primeiro trimestre deste ano. No entanto, a flexibilização da política fiscal deve proporcionar um impulso mais significativo ao longo do ano.
Setor Industrial e Gastos
Ainda que as exportações permaneçam fracas, o setor industrial parece ter superado a fase mais crítica. As famílias estão aumentando seus gastos, motivadas por grandes ganhos salariais, e a demanda doméstica está em alta acentuada, possivelmente impulsionada pelos esforços do governo para aumentar os investimentos em defesa.
Projeções de Crescimento
Apesar da perspectiva melhorar em relação a anos anteriores, a recuperação econômica pode levar mais tempo. O governo alemão deve revisar sua previsão de crescimento para este ano, reduzindo-a de 1,3% para 1,0%, conforme afirmado por uma fonte familiarizada com as projeções à Reuters nesta semana.
Perspectiva sobre Inflação
Em relação à inflação, o Bundesbank mantém uma visão otimista. O banco prevê que o aumento dos preços na Alemanha permanecerá próximo da meta de 2% estabelecida pelo Banco Central Europeu nos próximos meses. Além disso, espera-se que a inflação geral da zona do euro caia abaixo de 2%, principalmente devido à redução nos custos energéticos, antes de uma recuperação esperada no ano seguinte, à medida que as pressões internas sobre os preços se mantêm em torno da meta estabelecida.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


