Economia da Índia deve crescer 7,4% em 2026, apesar da incerteza comercial.

Projeções Econômicas da Índia

Crescimento da Economia

A Índia está prestes a se tornar a quarta maior economia do mundo. Em meio a crescentes incertezas no comércio global, a economia indiana deve registrar um crescimento de 7,4% no ano fiscal que termina em março de 2026, superando o crescimento de 6,5% observado no último ano fiscal, conforme as primeiras estimativas preliminares divulgadas pelo governo indiano na quarta-feira.

Sinais de Atraso no Crescimento

Para 2025, as estimativas iniciais indicaram um primeiro sinal oficial de desaceleração na economia que cresce mais rapidamente no mundo, projetando o crescimento da Índia em 6,4%, a menor taxa desde o surgimento da pandemia. Essa cifra foi posteriormente revisada para 6,5% em maio.

Impacto das Tarifas sobre as Exportações

As exportações indianas para os Estados Unidos, seu maior parceiro comercial, estão sujeitas a tarifas de 50% desde agosto do ano passado. Embora as negociações para um acordo comercial estejam em andamento, a continuidade dessas tarifas deve impactar negativamente o impulso econômico do país.

Projeções do Fundo Monetário Internacional

No mês passado, o Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que o PIB real da Índia deve crescer 6,6% no ano fiscal de 2026, antes de moderar para 6,2% no ano fiscal de 2027, caso haja um atraso prolongado no acordo comercial entre os Estados Unidos e a Índia.

Resiliência Econômica

Apesar desses riscos, a economia indiana demonstrou uma resiliência surpreendente no primeiro semestre do ano fiscal de 2026. O crescimento foi maior que o esperado, registrando 7,8% no trimestre de junho e 8,2% nos três meses que terminaram em setembro.

Revisão do PIB pela Autoridade Monetária

O banco central da Índia revisou, no mês passado, a previsão de crescimento do PIB real para o ano fiscal de 2026, passando de 6,8% para 7,3%, em resposta ao alívio das pressões sobre os preços.

Projeções de Inflação

O Reserve Bank of India reduziu sua previsão de inflação ao consumidor para 2,0%, uma queda em relação à estimativa anterior de 2,6% para este ano fiscal. Essa medida abriu espaço para que o banco central reduzisse sua taxa de política monetária em 25 pontos-base, estabelecendo-a em 5,25%, mesmo ao sinalizar fraqueza em alguns indicadores econômicos fundamentais.

Fonte: www.cnbc.com

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