Atualização do Bradesco BBI sobre Telefônica Brasil e Tim
O Bradesco BBI revisou seu modelo para as ações da Telefônica Brasil (código VIVT3) e da Tim (código TIMS3), realizando ajustes pontuais antes da divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre de 2025. A recomendação de compra para ambas as empresas foi mantida.
Expectativas para os Resultados Financeiros
Os analistas Daniel Federle, do BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos, projetam resultados positivos nos balanços das companhias de telecomunicações. A empresa que opera a marca Vivo deve apresentar uma recuperação no crescimento, enquanto a Tim, apesar de enfrentar desafios em comparação com períodos anteriores, deve incrementar seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, conhecido como Ebitda, em 7%. Esse crescimento será sustentado por margens financeiras robustas.
A análise do Bradesco BBI reflete uma perspectiva otimista em relação ao setor de telecomunicações, caracterizado por fundamentos sólidos e avaliações financeiras mais atrativas, especialmente após o desempenho recente do Ibovespa (IBOV).
Pontos de Destaque nas Ações da Vivo e da Tim
Com relação às ações da Vivo, o BBI salienta o potencial de crescimento, destacando um rendimento (yield) de fluxo de caixa livre (FCF) próximo a 10%. Por outro lado, as ações da Tim apresentam um valuation considerado descontado, com um rendimento projetado de 12% para o ano de 2026, o que indica oportunidades de recuperação no curto prazo.
Os analistas afirmam: “Em um ano repleto de incertezas, enxerga-se o setor de telecomunicações como um porto seguro, combinando resiliência operacional e geração consistente de caixa”.
Perspectivas para a Vivo e a Tim
No segmento de telecomunicações fixas, a Telefônica Brasil continua a registrar adições consistentes em FTTH (fibra até a casa, em tradução livre), atingindo uma média de aproximadamente 72 mil novas conexões por mês, com a expectativa de crescimento de receita em 10,5% neste trimestre.
A Tim também evidenciou um aumento nas adições de fibra, embora isso tenha ocorrido com menor ênfase em crescimento orgânico, como afirmam os analistas. A disciplina de preços da empresa permanece saudável, especialmente em face das iniciativas comerciais da Nucel, parte do Nubank, que não parece gerar rupturas significativas no mercado.
Os analistas concluem que “com um capex (investimento em capital) estável e fundamentos resilientes, o setor deve sustentar um crescimento sólido no fluxo de caixa livre em um cenário macroeconômico desafiador”.
Fonte: www.moneytimes.com.br