Relação Brasil-Estados Unidos
A relação do Brasil com os Estados Unidos é identificada como a principal prioridade na agenda externa do próximo governo brasileiro, conforme pesquisa divulgada pela Amcham, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, na sexta-feira (30) em São Paulo.
Expectativas para o Ambiente Econômico
O levantamento também revela que os empresários esperam um cenário de maior previsibilidade econômica, com ênfase em um equilíbrio fiscal para o ambiente interno brasileiro. Segundo a Amcham, a prioridade deve ser a cautela, com a redução de gastos públicos e a priorização da agenda externa financeira com a administração do presidente Donald Trump.
Percepção dos Líderes Empresariais
De acordo com a pesquisa, 53% dos líderes empresariais indicam que os Estados Unidos devem ser o eixo central da política externa do próximo presidente da República. Entretanto, a percepção majoritária é de que a relação bilateral ainda enfrenta vários desafios. Para 44% dos entrevistados, o ambiente entre Brasil e Estados Unidos é considerado desafiador, enquanto 38% avaliam a situação como neutra. Apenas 14% consideram o cenário como favorável.
Desafios Identificados
Entre os principais entraves mencionados estão as tarifas, citadas por 70% dos empresários. Além disso, destacam-se também questões como a taxa de câmbio e barreiras não tarifárias que impactam a relação entre os países.
Prioridades na Economia Doméstica
No tocante às questões internas, o equilíbrio fiscal emerge como a principal prioridade econômica para o próximo governo, conforme mencionado por 83% dos entrevistados.
Outros Temas Relevantes
Além do equilíbrio fiscal, outros temas recorrentes nas respostas incluem o combate à corrupção, a segurança pública e a redução das taxas de juros. Esse contexto é marcado por uma cautela em relação às próximas eleições presidenciais, programadas para 2026.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa foi realizada com a participação de 732 líderes empresariais oriundos de variados setores e foi apresentada durante um evento na B3, a bolsa de valores do Brasil.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br