Empresas iranianas enfrentam desafios devido ao bloqueio da internet nacional

As empresas iranianas enfrentam desafios significativos devido ao bloqueio da internet imposto pelas autoridades, uma medida que visa reprimir protestos em larga escala e que resultou na paralisia do comércio em uma economia já fragilizada.

Teerã implementou o bloqueio do acesso à internet a partir do dia 8 de janeiro, após manifestações antigovernamentais se espalharem pelo país, levando à repressão mais violenta desde a Revolução Islâmica de 1979. A incerteza quanto ao retorno da conexão com a internet global permanece.

## Acesso Limitado

Embora a rede doméstica do Irã esteja gradualmente permitindo acesso limitado a algumas plataformas online, como sites governamentais e intranets escolares, a conectividade com a internet global — essencial para muitas empresas operarem — ainda não foi restaurada.

As restrições geraram críticas contundentes por parte de empresários e alguns membros do governo. O Ministro das Comunicações, Sattar Hashemi, destacou que cerca de 10 milhões de pessoas estão envolvidas na economia digital.

“Os agentes econômicos estão muito irritados. É fundamental encontrar soluções rapidamente para que os comerciantes consigam manter a comunicação com o mundo exterior”, afirmou Jalil Jalalifar, membro da Câmara de Comércio Conjunta Irã-Rússia, conforme reportado pelo portal Tejaratnews.

Apesar da aparente calmaria nas ruas após semanas de manifestações, a incerteza sobre a duração do isolamento digital do país tem aumentado a frustração entre os empresários.

No domingo, dia 25, alguns veículos de comunicação estatais informaram que um órgão de segurança de alto nível havia dado instruções para a restauração do acesso total à internet global; no entanto, as autoridades desmentiram tais informações.

Alguns legisladores, por sua vez, expressaram apoio às medidas restritivas. O parlamentar Abolfazl Zahravand declarou: “A internet tem sido a ferramenta dos Estados Unidos para controlar o mundo”, de acordo com a mídia estatal.

Órgãos de segurança e judiciários responsabilizaram a internet por facilitar a comunicação entre aqueles que identificam como “manifestantes violentos” ou “terroristas armados” e potências estrangeiras durante os protestos.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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