Emprestimos em Yuan Aumentam na China
Os novos empréstimos concedidos em yuan cresceram de maneira significativa em dezembro na China, indicando um fortalecimento do crédito ao final do ano de 2025. Os bancos chineses liberaram 910 bilhões de yuans, o equivalente a 130,5 bilhões de dólares, um volume bem acima dos 390 bilhões de yuans registrados em novembro. Essa informação foi divulgada pelo Banco do Povo da China (PBoC) na quinta-feira, 15 de janeiro. O resultado demonstra uma aceleração notável na atividade financeira do país.
Expectativas de Crescimento
O volume de novos empréstimos também superou os 815 bilhões de yuans projetados por economistas consultados pelo The Wall Street Journal. Esses dados reforçam a percepção de que a segunda maior economia do mundo está seguindo uma trajetória consistente para atingir sua meta de crescimento, que gira em torno de 5%, mesmo diante de um cenário global repleto de desafios econômicos e de ajustes monetários em grandes economias.
Desaceleração no Financiamento Social Total
Por outro lado, o financiamento social total, que é um indicador mais abrangente e inclui tanto o crédito bancário quanto o não bancário, apresentou uma desaceleração em dezembro. O volume caiu para 2,21 trilhões de yuans, descendo dos 2,49 trilhões de yuans alcançados em novembro. Esse recuo sugere uma modificação nas fontes de financiamento no final do ano.
Crescimento da Base Monetária
A base monetária da China, medida pelo agregado M2, também mostrou um crescimento acelerado. O aumento anual foi de 8,5% em dezembro, superando a alta de 8% no mês anterior e também ultrapassando a expectativa de 7,9% de economistas consultados. Esse avanço indica que as condições financeiras permanecem acomodatícias, visando sustentar a atividade econômica.
Implicaçõe para o Mercado Global
Do ponto de vista do mercado, dados mais robustos sobre crédito e liquidez na China tendem a influenciar a disposição global para assumir riscos. Este cenário pode beneficiar mercados de ações relacionados a commodities, afetar o câmbio de países exportadores e ter efeitos indiretos sobre títulos soberanos, conforme investidores ajustam suas expectativas em relação ao crescimento e à política monetária nas principais economias.
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Fonte: br.-.com

