Visita do Presidente dos EUA à China
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a Pequim nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, para iniciar uma visita de estado de grande importância, acompanhando uma comitiva de executivos norte-americanos, incluindo Elon Musk, CEO da Tesla, e Jensen Huang, presidente da Nvidia.
Desempenho dos Mercados na Ásia-Pacífico
Os mercados da Ásia-Pacífico apresentaram um desempenho misto na quinta-feira, enquanto os investidores aguardavam o encontro decisivo entre Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping, em busca de indícios sobre o futuro das relações entre os EUA e a China e sobre o comércio global.
Resultados das Bolsas
- O índice Nikkei 225 do Japão subiu 0,27%, enquanto o Topix recuou 0,23%.
- Na Coreia do Sul, o Kospi cresceu 0,38%, e o pequeno índice Kosdaq teve um aumento de 1,31%.
- As ações da Samsung valorizaram-se até 5,46%, atingindo um novo recorde histórico, após uma breve desvalorização de $66 bilhões em valor de mercado na quarta-feira, devido a uma disputa trabalhista que ameaçava uma das maiores greves da história da empresa.
A greve planejada pode ocorrer em 21 de maio, caso as reivindicações da união trabalhista não sejam atendidas. Mais de 41.000 trabalhadores estão esperados para participar da manifestação que foi anunciada durante um comício no dia 23 de abril.
O Ministro das Finanças da Coreia do Sul, Koo Yun-cheol, alertou na quinta-feira que uma possível greve dos trabalhadores da Samsung poderia representar uma grave ameaça ao crescimento econômico do país, exportações e mercados financeiros da nação.
Resultados na Austrália e Hong Kong
No mercado australiano, o S&P/ASX 200 caiu 0,16%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,32% e o CSI 300 registrou um aumento de 0,27%.
Expectativas para a Reunião Trump-Xi
Analistas do Goldman Sachs informaram que esperam que a reunião entre Trump e Xi concentre-se especificamente em comércio e controles de exportação, incluindo tarifas e restrições relativas a terras raras e semicondutores. Segundo a instituição, não há expectativa de uma reconfiguração abrangente das relações bilaterais.
O banco de investimento acredita que a China pode concordar em aumentar as compras de produtos agrícolas, energia e aeronaves dos EUA em troca de evitar novos aumentos de tarifas.
"Embora seja improvável que a reunião seja um divisor de águas nas relações EUA-China, pensamos que ela pode atuar como um catalisador tático para a valorização do yuan e das ações chinesas", afirmaram os analistas do Goldman em uma nota divulgada na quarta-feira à noite.
O banco mantém uma visão positiva sobre os ativos chineses, citando a competitividade das exportações do país e o que descreveu como uma moeda “subvalorizada”, reiterando uma recomendação de sobrepeso em ações chinesas, especialmente as A-shares do mercado continental em relação às H-shares negociadas em Hong Kong.
Perspectivas nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, os futuros de mercado apresentaram pouca alteração. Os futuros do S&P subiram 0,1% e os futuros do Nasdaq 100 avançaram 0,4%. Futuros relacionados ao Índice Dow Jones Industrial aumentaram 111 pontos, ou quase 0,3%.
No pregão da noite anterior na Wall Street, o S&P 500 alcançou um novo máximo histórico, impulsionado pelo entusiasmo dos traders em relação ao setor tecnológico, que superou mais uma leitura de inflação acima do esperado.
O índice abrangente avançou 0,58%, atingindo 7.444,25, enquanto o Nasdaq teve uma alta de 1,2%, fechando em 26.402,34, ambos estabelecendo novos recordes intradiários e de fechamento. O Índice Dow Jones Industrial, por sua vez, recuou 67,36 pontos, ou 0,14%, terminando em 49.693,20.
Fonte: www.cnbc.com