Incorporação da Companhia Energética do Jari pela Engie Brasil
A Engie Brasil (EGIE3) anunciou nesta quarta-feira, dia 3, que o seu conselho de administração aprovou a incorporação da Companhia Energética do Jari (CEJA). Esta subsidiária integral é responsável pela operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari.
Assembleia Geral Extraordinária
A proposta de incorporação será submetida à aprovação dos acionistas em uma Assembleia Geral Extraordinária, que está agendada para o dia 31 de julho.
Objetivos da Incorporação
De acordo com a Engie, a operação visa simplificar a estrutura societária da empresa, além de otimizar processos internos e capturar ganhos de eficiência operacional. A administração também ressaltou que essa reorganização deve melhorar a gestão de caixa, reduzindo custos e o capital retido na estrutura corporativa.
Situação da Companhia Energética do Jari
A CEJA, que é uma empresa de capital fechado e controlada integralmente pela Engie, detém a autorização para exploração da Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, a qual está situada no Rio Jari, entre os municípios de Laranjal do Jari, no estado do Amapá, e Almeirim, no estado do Pará. A capacidade instalada do empreendimento é de 393 megawatts (MW), e a concessão é válida até outubro de 2045.
Impactos da Incorporação
Como a CEJA já está 100% sob a posse da Engie, a incorporação não acarretará em aumento de capital, na emissão de novas ações ou na alteração da participação dos acionistas. A Engie também destacou que esta operação não gerará direito de recesso. Após a conclusão da incorporação, a CEJA será extinta, e todos os direitos e obrigações da empresa passarão a ser assumidos diretamente pela holding Engie Brasil.
Custos da Operação
A Engie estima que os custos relacionados à operação de incorporação serão aproximadamente R$ 70 mil. Esse montante inclui despesas referentes a registros, publicações, auditorias, avaliações e assessorias jurídicas.
Aprovação Regulamentar
Além disso, a Engie informou que foi solicitada a anuência prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para transferir a titularidade da concessão da usina. Essa etapa é necessária para a efetivação da reorganização societária.
Estratégia de Reorganização
Por fim, a companhia comunicou que a incorporação não adiciona novos fatores de risco ao seu negócio e está alinhada a uma estratégia de simplificação da estrutura organizacional do grupo Engie.
Fonte: www.moneytimes.com.br


