A Operação Fallax foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na última quarta-feira, dia 25. Conforme anunciado, o objetivo da operação é desmantelar uma organização criminosa dedicada a fraudes bancárias. Segundo as informações, os envolvidos teriam cometido atos contra a Caixa Econômica Federal, incluindo estelionato e lavagem de dinheiro.
Para a efetivação da operação, foram emitidos 43 mandados de busca e apreensão, além de 21 mandados de prisão preventiva.
Operação Fallax
De acordo com a Polícia Federal, as investigações revelaram que “a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para ocultar a origem dos recursos obtidos ilicitamente”. A apuração da PF também envolve os nomes de Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, e seu ex-sócio, Luiz Phillippe Gomes Rubini.
Segundo a PF, as instituições financeiras envolvidas teriam instruído funcionários a inserir dados falsos nos sistemas bancários, o que possibilitou a realização de saques e transferências indevidas.
Os valores desviados eram posteriormente convertidos em bens de luxo e criptoativos, dificultando seu rastreamento. A estimativa é de que essas práticas tenham desviado mais de R$ 500 milhões de entidades como a Caixa Econômica Federal.
A investigação também menciona que parte dos recursos originou-se de células criminosas do Comando Vermelho. Assim, os envolvidos podem ser responsabilizados pelos seguintes crimes:
- Organização criminosa;
- Estelionato qualificado;
- Lavagem de dinheiro;
- Gestão fraudulenta;
- Corrupção ativa e passiva;
- Crimes contra o sistema financeiro nacional.
Se comprovadas todas essas infrações, cada um dos envolvidos pode enfrentar penas que, somadas, ultrapassam os 50 anos de reclusão.
O que a PF encontrou?
Conforme noticiado anteriormente, a Operação Fallax já resultou na prisão de 14 pessoas e na apreensão de 67 celulares, 31 notebooks, 25 documentos, uma arma de fogo, além de substanciais quantidades de joias e relógios de luxo em dois endereços.
Além do que foi reportado, a Polícia Federal também confiscou dinheiro, cheques e criptoativos, cujo valor ainda está sendo calculado. Rafael Góis teve seus endereços também como alvos dos mandados de busca e apreensão relacionados à Operação Fallax.
Fonte: timesbrasil.com.br

