Estados Unidos atacam locais iranianos após lançamento de drones pelo Irã, em nova escalada no Golfo.

Estados Unidos atacam locais iranianos após lançamento de drones pelo Irã, em nova escalada no Golfo.

by Patrícia Moreira
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Tensão Militar entre Irã e Estados Unidos

Ataques Recíprocos

Em 3 de junho de 2026, em Teerã, iranianos passaram por um banner que retratava o ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ruhollah Khomeini, e seu sucessor, o também falecido aiatolá Ali Khamenei. Neste mesmo dia, o conselheiro militar do líder supremo do Irã advertiu que haveria mais ataques com mísseis e drones caso os Estados Unidos renovassem suas ações bélicas contra o Irã. Este alerta surgiu após ataques realizados pelos EUA em um petroleiro iraniano e na ilha de Qeshm, resultando em retaliações contra o Kuwait e o Bahrein.

Ataques por parte dos EUA

No último sábado, as forças americanas atacaram locais de radar costeiros iranianos depois de derrubarem drones lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz. A informação foi divulgada pelo comando militar dos EUA, que destacou que a última escalada complica os esforços para encerrar a guerra entre os dois países. Uma fonte oficial dos EUA informou à Reuters que os quatro drones iranianos estavam direcionados ao tráfego marítimo na região. O Comando Central dos EUA postou no X que os ataques se concentraram nos locais de vigilância em Goruk e na ilha de Qeshm, ambos situados no Estreito de Ormuz.

Retaliações do Irã

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou que havia atacado bases americanas no Kuwait e no Bahrein em represália às ações dos EUA, além de ter efetuado disparos em quatro petroleiros que tentavam cruzar o estreito sem sua autorização. Mídias estatais do Kuwait informaram que as defesas aéreas estavam interceptando ataques com mísseis e drones, enquanto no Bahrein alarmes soaram e os moradores foram orientados a buscar abrigo.

Os governos do Kuwait e do Bahrein condenaram os ataques. O Ministério das Relações Exteriores do Kuwait classificou as ações iranianas, incluindo o mais recente ataque no início da manhã de sábado, como um "ato de agressão flagrante", que desconsiderou apelos internacionais para interromper tais ações e representava uma ameaça direta à segurança regional e aos seus cidadãos.

Interceptação de Mísseis

O Irã, em um pronunciamento posterior, afirmou que havia atingido bases dos EUA nos dois países com mísseis balísticos. Entretanto, a militar norte-americana informou que seis mísseis foram interceptados e um sétimo não alcançou seu alvo. Os Estados Unidos e o Irã têm se envolvido principalmente em negociações indiretas com o objetivo de alcançar um acordo temporário que possa pausar a guerra, que se estende por três meses, deixando questões, incluindo o programa nuclear iraniano, para discussões futuras. Contudo, em meio a esporádicas escaramuças, um acordo permanece distante.

Demandas do Irã

Teerã busca acesso a bilhões de dólares em receitas de petróleo, isenções das sanções relacionadas às exportações de petróleo bruto, a suspensão de um bloqueio americano de seus portos e controle sobre a navegação no estreito. O Irã já bloqueou efetivamente esta via aquática, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo mundial antes do início do conflito.

Mediação através do Paquistão

Mídia estatal iraniana noticiou que Mohsin Naqvi, ministro do Interior do Paquistão, que tem atuado como mediador para o fim do conflito, estava a caminho de Teerã no sábado. Não houve confirmação imediata dessa informação por parte de Islamabad.

Pressão Política nos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enfrenta crescente pressão política interna devido ao aumento dos preços dos combustíveis, o que o leva a buscar uma resolução para a guerra, que é impopular entre a população. Em entrevista à NBC, Trump afirmou que, embora a maioria das instalações de fabricação de drones e mísseis do Irã tenham sido destruídas, os iranianos ainda têm acesso a aproximadamente um quinto de seus mísseis.

Ele comentou: "Eles têm alguns mísseis, têm alguns drones. Eu diria que, porcentualmente, talvez 21% a 22% de seus mísseis. É uma quantidade considerável, mas não se compara ao que era quando atacamos pela primeira vez." Quando questionado sobre a resistência dos líderes iranianos em firmar um acordo, se estão tão desesperados quanto ele retratou, Trump respondeu que "eles são fortes. São orgulhosos. Existem coisas que eles nunca acharam que estariam fazendo, mas terão que fazer, não têm escolha, e isso leva algum tempo".

Contexto do Conflito

Após o ataque dos EUA e de Israel ao Irã em 28 de fevereiro, Teerã retaliou atacando estados do Golfo que abrigam bases americanas, além de ter praticamente interrompido o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Este conflito resultou em um aumento nos preços do petróleo e na interrupção das cadeias de suprimento de outros produtos. A Organização das Nações Unidas, através do Programa Mundial de Alimentos, declarou na sexta-feira que isso estaria empurrando milhões de pessoas em direção à fome em razão do aumento dos custos de combustível e transporte.

Condições para a Paz

Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo do Irã, declarou à CNN que um acordo de paz dependeria da administração Trump descongelar 24 bilhões de dólares em ativos iranianos e alertou que os Estados Unidos "entrariam em um corredor escuro" caso retomassem os ataques.

Conflito em Líbano

Combates em Curso

Simultaneamente, em outro front, no Líbano, o grupo armado Hezbollah, alinhado ao Irã, informou na sexta-feira que havia realizado dois ataques contra tropas israelenses no sul do Líbano, enquanto as forças de segurança libanesas relataram que ataques aéreos israelenses atingiram cidades da região sul do país.

Apoio do Irã ao Hezbollah

O Irã reafirmou seu apoio ao Hezbollah, cobrando a retirada de Israel do Líbano. Teerã condicionou um cessar-fogo entre Israel e Hezbollah a qualquer acordo de paz com Washington. O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou nesta semana um pacto mediado pelos EUA entre Israel e o governo libanês para encerrar os combates no Líbano, que não previa a retirada israelense e do qual o Hezbollah não fazia parte das negociações.

Posição de Israel

Israel afirmou que suas forças não se retirariam nem cessariam suas operações no Líbano, em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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