Expectativas para o Consumo de Etanol Hidratado
O consumo de etanol hidratado deverá apresentar recuperação ao longo da safra 2026/2027, impulsionado por uma paridade mais favorável em relação à gasolina, conforme apontam as projeções da DATAGRO.
Situação dos Preços do Etanol em São Paulo
Nas semanas recentes, os preços do etanol ao produtor na região de São Paulo mantiveram-se firmes. Em Paulínia, que é uma referência nacional para o setor, o preço CIF do etanol hidratado atingiu R$ 3,1606 por litro, sem incluir impostos. Esta cifra representa um aumento de 7,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Previsões de Queda nos Preços
A expectativa é que o preço do etanol hidratado em Paulínia se mantenha em torno de R$ 3,16 por litro durante o mês de fevereiro. Contudo, com o avanço da moagem na região Centro-Sul, os valores devem começar a apresentar queda a partir do mês de março.
De acordo com a curva projetada pela DATAGRO, o preço do combustível renovável deverá cair para cerca de R$ 2,52 por litro na média de maio, permanecendo próximo de R$ 2,50 até novembro. Após o encerramento da moagem no final da safra, é provável que os preços do álcool aumentem novamente, podendo subir até R$ 2,75 por litro em fevereiro de 2027, ainda assim abaixo dos níveis verificados na temporada anterior.
Fatores que Influenciam a Redução dos Preços
O cenário de preços mais baixos para a safra 2026/2027 está intimamente vinculado à expectativa de uma maior oferta. Essa previsão considera um aumento na moagem de cana no Centro-Sul, uma redução do mix destinado ao açúcar e uma ampliação na capacidade de produção de etanol proveniente do milho.
Com essa maior disponibilidade, a competitividade do etanol em relação à gasolina tende a se fortalecer, contribuindo para um cenário de preços mais baixos.
Paridade Favorável e seu Impacto no Consumo
A relação entre os preços do etanol hidratado e da gasolina na bomba em São Paulo deverá alcançar uma média de 64,9% durante a safra 2026/2027. Na safra 2025/2026, essa média foi de 68,0%, enquanto na safra 2024/2025 ficou em 65,9%.
A última vez em que a paridade registrou um índice semelhante foi na safra 2023/2024, quando o Brasil alcançou um recorde de moagem de 654 milhões de toneladas. Naquela oportunidade, o consumo reagiu lentamente, devido à distorção causada pela isenção temporária de impostos entre 2022 e 2023.
Para a safra 2026/2027, as expectativas são otimistas. Com uma maior previsibilidade tributária e preços mais competitivos, espera-se que o consumo de etanol hidratado ganhe impulso, com a participação da frota flex abastecida com etanol superando novamente a marca de 30% ao longo da próxima temporada.
Fonte: timesbrasil.com.br


