Medidas Econômicas Contra o Irã
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou que o país aplicará medidas econômicas "nunca vistas antes contra o Irã". Ele declarou que essas ações incluirão um "isolamento econômico" sem precedentes, além de uma continuação do bloqueio no Estreito de Ormuz, que impedirá a entrada e a saída de qualquer mercadoria nos portos iranianos. Bessent fez essas afirmações durante uma entrevista ao Newsmax, sem entrar em detalhes adicionais sobre as ações exatas que serão implementadas.
Situação Militar e Bloqueio Naval
As declarações de Bessent surgem em um momento em que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, informou na quinta-feira que as forças armadas americanas conseguem manter um bloqueio naval ao Irã "indefinidamente". Hegseth explicou que a Marinha irá rotacionar navios conforme necessário e continuará com essa estratégia.
De acordo com relatos da mídia, o porta-aviões USS George Washington estava a caminho de substituir o USS Abraham Lincoln, que está em missão no Oriente Médio há mais de 250 dias. A expectativa era que a missão do Lincoln terminasse em maio.
O grupo de ataque do George Washington partiu do Vietnã no dia 12 de agosto, conforme comunicado da Marinha.
Condições a Bordo do USS Abraham Lincoln
Hegseth também abordou os relatos sobre as condições precárias a bordo do Lincoln, que incluíam escassez de comida, queda de moral e até tentativas de marinheiros de saltar ao mar. Ele classificou esses relatos como "totalmente distorcidos".
Após as declarações de Hegseth, o deputado Mike Levin (D-Calif.) postou na plataforma X que enviou uma carta a Hegseth e ao secretário interino da Marinha, Hung Cao, expressando preocupações sérias sobre as condições a bordo do Lincoln.
Na correspondência, Levin afirmou que "os relatos provenientes de famílias e entes queridos de militares sobre as condições a bordo do USS Lincoln são simplesmente inaceitáveis." A carta mencionava preocupações relacionadas a chuveiros sujos, vasos sanitários quebrados, falta de água quente, dificuldade de acesso a produtos frescos e escassez de suprimentos.
Além disso, os marinheiros e fuzileiros navais estariam enfrentando uma carga de trabalho "sobrecarregada", o que estaria contribuindo para um "extremo cansaço e esgotamento".
Alegações de Conflito a Bordo
Em um comunicado através da plataforma X, o Comando Central dos EUA desmentiu os rumores de uma briga a bordo do porta-aviões, afirmando que nenhum membro do serviço teria morrido. Essa declaração surgiu após a alegação de meios de comunicação iranianos que, na terça-feira, informaram que sete membros da Marinha dos EUA teriam sido mortos e vários estariam feridos "em um confronto violento" a bordo do Lincoln.
Fonte: www.cnbc.com