EUA assinam acordo comercial com Taiwan, reduzindo tarifas para 15%

EUA assinam acordo comercial com Taiwan, reduzindo tarifas para 15%

by Patrícia Moreira
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Acordo Comercial entre EUA e Taiwan

Washington e Taipei formalizaram um acordo comercial que reduz os impostos sobre as exportações taiwanesas para 15%, alinhando-se às tarifas aplicadas a aliados asiáticos como Japão e Coreia do Sul. Em contrapartida, a ilha abrirá seu mercado para produtos norte-americanos.

Eliminação de Barreiras Tarifárias

Taiwan se compromete a eliminar ou reduzir 99% das barreiras tarifárias aos produtos dos Estados Unidos, além de garantir "acesso preferencial ao mercado" para as exportações industriais e agrícolas dos EUA. Entre os produtos beneficiados, estão automóveis, produtos à base de carne bovina e minerais.

Compra de Produtos Americanos

O governo de Taiwan planeja adquirir mais de 84 bilhões de dólares em produtos dos EUA entre 2025 e 2029, incluindo gás natural liquefeito, petróleo bruto, aviões e equipamentos elétricos.

Compromissos em Relação às Barreiras Não Tarifárias

O escritório do Representante de Comércio dos EUA informou que Taiwan se comprometeu a "resolver barreiras não tarifárias de longa data", incluindo a aceitação de veículos americanos construídos conforme os Padrões de Segurança Veicular Federal dos EUA, sem requisitos adicionais.

Investimentos em Capacidade Produtiva

O acordo foi inicialmente anunciado em janeiro, quando empresas taiwanesas de tecnologia e semicondutores se comprometeram a investir pelo menos 250 bilhões de dólares em capacidade produtiva nos EUA, respaldadas por uma quantia equivalente em crédito governamental para facilitar investimentos adicionais por empresas taiwanesas.

Divergências sobre Cadeias de Suprimento de Chips

Entretanto, Taiwan e os EUA possuem visões diferentes sobre as cadeias de suprimento de chips. O objetivo é deslocar 40% de toda a cadeia de suprimento de semicondutores de Taiwan para os EUA, conforme declaração do Secretário de Comércio, Howard Lutnick, à CNBC no mês passado. Ele também enfatizou que as empresas de chips baseadas em Taiwan que não construírem nos EUA provavelmente enfrentarão uma tarifa de 100%.

Resposta de Taiwan ao Proposta

No entanto, Taiwan se opôs a essa proposta, informando a Washington que a transferência de 40% da cadeia de suprimento de semicondutores da ilha para os EUA seria "impossível", segundo o principal negociador de tarifas de Taipei.

A Vice-Premiê Cheng Li-chiun afirmou à mídia local que o ecossistema de semicondutores de Taiwan, desenvolvido ao longo de décadas, não pode simplesmente ser deslocado. O crescimento internacional de Taiwan, incluindo seus investimentos nos EUA, se baseia na ideia de que a indústria deve permanecer firmemente enraizada em Taiwan e continuar a expandir os investimentos internos, disse ela em mandarim, conforme traduzido pela CNBC.

Críticas da China

A China, que considera Taiwan, governada democraticamente, parte de seu território, criticou o acordo de janeiro, afirmando que ele "apenas drenará os interesses econômicos de Taiwan". Além disso, acrescentou que o Partido Progressista Democrático, que governa a ilha, está permitindo que os EUA "esvaziem" a indústria chave da ilha.

O presidente chinês, Xi Jinping, vê a reunificação de Taiwan com o continente como "uma inevitabilidade histórica". Taiwan rejeita essas alegações.

Relações de Defesa entre EUA e Taiwan

Embora os EUA não possuam um tratado de defesa mútua com Taiwan e não estejam obrigados a defender a ilha, a Lei de Relações de Taiwan, de 1979, estabelece que os EUA "disponibilizarão a Taiwan os artigos e serviços de defesa" que possam ser necessários para "habilitar Taiwan a manter capacidades suficientes de autodefesa".

Em dezembro, os EUA aprovaram vendas de armas a Taiwan no valor de 11,15 bilhões de dólares, um dos maiores negócios com a ilha, diante das crescentes ameaças da China, resultando em uma forte resposta de Pequim. O porta-voz de assuntos externos da China, Guo Jiakun, acusou os EUA de violar o "princípio de uma só China".

Contribuições para a Reportagem

— A reportagem contou com a colaboração de Anniek Bao e Dylan Butts da CNBC.

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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