EUA aumentarão cultivo de soja em 2026 e reduzirão área de milho

Aumento do Plantio de Soja e Redução do Milho em 2026

Os agricultores dos Estados Unidos planejam ampliar a área plantada com soja e diminuir a destinada ao milho em 2026, segundo estimativa divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As projeções indicam que as safras podem alcançar níveis entre os mais elevados já registrados no país.

Previsão de Plantio de Milho e Soja

O USDA prevê que o plantio de milho será de 94 milhões de acres em 2026, o que representa uma redução em relação à máxima histórica de 98,8 milhões de acres, registrada em 2025. Já a área destinada ao cultivo de soja deve aumentar para 85 milhões de acres, comparado a 81,2 milhões no ano passado.

Desafios Enfrentados pelos Agricultores

Os produtores de grãos estão lidando com decisões difíceis devido a uma combinação de fatores, incluindo excesso de oferta global, preços em baixa das safras e aumento nos custos de insumos, como sementes e fertilizantes. A renda agrícola nos EUA deverá cair 0,7%, mesmo com os pagamentos governamentais próximos do recorde, que devem representar quase 29% da receita dos agricultores.

A maioria dos agricultores da região do Meio-Oeste cultiva tanto milho quanto soja, alternando os cultivos anualmente para manter a fertilidade do solo. Entretanto, alguns produtores podem optar por romper com essa rotação tradicional se identificarem oportunidades de lucro superiores.

Expectativas de Plantio de Milho e Soja

A previsão da área plantada com milho, divulgada no fórum anual Ag Outlook Forum do USDA, ficou abaixo da média de 94,9 milhões de acres, conforme estimativa de uma pesquisa realizada pela Reuters com analistas. Em contrapartida, a projeção para o plantio de soja superou a expectativa média de 84,9 milhões de acres.

Os preços baixos do milho e a oferta abundante resultantes de uma safra recorde nos Estados Unidos em 2025 devem desestimular os agricultores a aumentar o plantio. No entanto, a demanda robusta dos exportadores e fabricantes de biocombustíveis de etanol pode limitar a queda acentuada das áreas plantadas.

Concorrência e Demanda

Apesar das tensões comerciais com a China, que é a principal importadora de soja, e da forte concorrência com o Brasil, que é o principal fornecedor e está colhendo uma safra recorde, a área destinada ao cultivo de soja deve aumentar. A crescente demanda interna por óleo de soja, utilizada por fabricantes de combustíveis renováveis, tem mantido os preços em níveis firmes.

Previsões de Safra em 2026

De acordo com as estimativas do USDA, supondo condições climáticas normais, a produção de milho nos Estados Unidos em 2026 deve atingir 15,755 bilhões de bushels, enquanto a safra de soja deverá totalizar 4,450 bilhões de bushels. Após atender a demanda dos exportadores, fabricantes de ração e biocombustíveis, os EUA devem ficar com 1,837 bilhão de bushels de milho disponíveis ao final do ano comercial de 2026/27, em 31 de agosto de 2027. Este número representa uma diminuição em relação ao máximo de sete anos de 2,127 bilhões de bushels registrado um ano antes.

Estoques de Soja

Os estoques de soja ao final da temporada de 2026/27 devem subir levemente para 355 milhões de bushels, em comparação aos 350 milhões de bushels no final de 2025/26.

Expectativas de Exportação

O USDA antecipa que as exportações de milho em 2026/27 devem totalizar 3,1 bilhões de bushels, representando uma diminuição de 200 milhões de bushels em relação ao ano anterior, devido à intensificação da concorrência com fornecedores sul-americanos. Por outro lado, as exportações de soja devem aumentar em 125 milhões de bushels, alcançando o maior nível em dois anos, totalizando 1,7 bilhão de bushels.

A demanda dos processadores de soja nos Estados Unidos, que convertem o grão em farelo para ração animal e óleo de soja para alimentos e biocombustíveis, em 2026 é projetada para alcançar um recorde de 2,655 bilhões de bushels.

Estoques de Trigo

Os estoques de trigo nos Estados Unidos até o final do ano comercial de 2026/27 devem ser de 933 milhões de bushels, praticamente inalterados em relação ao ano anterior. Este cenário é atribuído às exportações em queda após colheitas abundantes nos fornecedores rivais, como Argentina e Austrália, que compensam a diminuição da produção nos Estados Unidos.

A previsão do USDA para as exportações de trigo em 2026/27 é de 850 milhões de bushels, uma queda de 50 milhões em relação ao ano comercial atual.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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