Estados Unidos Realiza Novos Ataques Aéreos Contra o Irã
O presidente Donald Trump ordenou a retomada de ataques aéreos contra o Irã no último sábado, após o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica ter atacado um navio comercial que se encontrava transitando pelo Estreito de Hormuz, conforme informado em nota do exército dos Estados Unidos.
O Incidente com o Navio GFS Galaxy
O M/V GFS Galaxy, um navio porta-contêineres que navega sob a bandeira de Chipre, ficou incapaz de continuar sua jornada devido ao ataque iraniano, que causou um incêndio a bordo e danos significativos na sala de máquinas da embarcação, de acordo com o Comando Central dos EUA. Um membro da tripulação civil está desaparecido, conforme informou o Centcom.
Resposta dos EUA
"Em resposta, os Estados Unidos estão impondo um peso elevado ao continuar a degradar a capacidade do Irã de atacar marinheiros civis e navios comerciais que transitam livremente pelo estreito," afirmou o Centcom em uma postagem nas redes sociais. O secretário da Defesa, Pete Hegseth, comentou: "O Irã fez uma má escolha. Agora eles estão pagando."
Fechamento do Estreito de Hormuz
O Corpo da Guarda Revolucionária anunciou que fechou o Estreito de Hormuz para toda a navegação "até nova ordem", de acordo com o veículo de notícias estatal iraniano PressTV. "Nenhum navio será permitido a transitar pelo estreito," declarou a Guarda em um comunicado publicado pela PressTV.
Retaliações dos EUA
Os ataques aéreos realizados no sábado marcam a terceira vez que os EUA bombardearam o Irã nesta semana em retaliação a agressões contra embarcações comerciais que transitam pelo Hormuz. O Irã tem atacado navios que utilizam uma rota ao sul ao longo da costa de Omã, protegida pelo exército dos EUA, enquanto Teerã exige que as embarcações utilizem uma rota ao norte através de suas águas territoriais.
Acordo e Controvérsias
Os Estados Unidos e o Irã assinaram um memorando de entendimento no dia 17 de junho para reabrir o estreito. No entanto, Washington e Teerã agora estão contestando os termos sob os quais o Hormuz deveria ser reaberto. Segundo o acordo, o Irã prometeu "fazer arranjos utilizando seus melhores esforços" para garantir a passagem segura de navios pelo Hormuz e concordou em não cobrar uma taxa por 60 dias. Contudo, o documento não definiu as rotas de trânsito precisas.
David Goldwyn, que atuou como enviado especial do Departamento de Estado dos EUA para assuntos energéticos internacionais sob o ex-presidente Barack Obama, comentou: "O problema subjacente aqui é que o memorando de entendimento não alcançou um entendimento em relação à gestão do tráfego de navios através do estreito." Goldwyn acrescentou: "Basicamente, ele adiou essa questão."
Garantias de Segurança na Navegação
O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou no mês passado que o exército dos EUA "asseguraria o fluxo de energia para fora do Golfo com ou sem um acordo com o Irã." Wright, durante uma conferência em Nova York no dia 24 de junho, afirmou: "O Irã não terá a capacidade de fechar o Estreito de Hormuz daqui para frente. Esse é o principal poder deles, e estamos retirando esse poder."
Diálogos em Andamento
Mais cedo no sábado, a Agência de Notícias Tasnim do Irã reportou que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, chegou a Omã para conversações com o ministro das Relações Exteriores, Sayyid Badr bin Hamad Al Busaidi. Omã tem sido um dos principais mediadores nas tentativas de encerrar a guerra entre os EUA e o Irã.
Uma fonte oficial dos EUA declarou à MS Now que sua equipe de negociações técnicas não estava envolvida nas discussões em Omã. Um diplomata sênior do Oriente Médio, com conhecimento direto das conversas, informou à MS Now que França e Reino Unido estão analisando propostas elaboradas por Omã, que podem permitir a cobrança de taxas de navegação no estreito, desde que tais taxas não sejam obrigatórias e tenham o apoio da Organização Marítima Internacional da ONU, que regula o transporte marítimo.
Fonte: www.cnbc.com