Ex-presidente da Petrobras classifica aumento nos combustíveis como oportunismo

Ex-presidente da Petrobras classifica aumento nos combustíveis como oportunismo

by Fernanda Lima
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Declarações de Jean Paul Prates sobre a Petrobras

O ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, fez uma declaração nesta quarta-feira, dia 11, afirmando que um possível aumento nos preços dos combustíveis neste momento, em decorrência do conflito no Oriente Médio, seria considerado “oportunismo” por parte das distribuidoras e da estatal.

Prates explicou que essa situação ocorre quando alguns agentes da estatal aproveitam a ocorrência de uma guerra para realizar um reajuste, mesmo sem uma justificativa adequada. Segundo o ex-presidente, “a situação oportunística acontece quando alguns agentes da Petrobras acabam se aproveitando do fato notório da guerra e dos preços internacionais que aumentaram para elevar os valores, sem que exista razão para isso, visto que não houve aumento na tributação e nem a Petrobras, como a principal produtora nacional, elevou os seus preços na porta da refinaria”.

Nesta mesma data, as cotações do petróleo mostraram maior força, registrando altas de até 6% após uma queda de mais de 11% no dia anterior, em resposta aos crescentes ataques no Oriente Médio.

Os preços da commodity estão se recuperando, uma vez que os mercados estão céticos em relação à decisão da Agência Internacional de Energia (AIE) de liberar reservas recordes de petróleo, capacidade que pode não ser suficiente para compensar os potenciais impactos no abastecimento gerados pelo conflito.

Avaliação dos Preços e Possíveis Reajustes

Ao discutir as possíveis consequências de um novo aumento nos preços, Prates comentou que, com a alta dos valores, “não há como evitar” um reajuste, especialmente em relação ao diesel.

Ele destacou que “os reajustes também devem ser feitos com moderação e dentro dos limites que a Petrobras pode proporcionar ao mercado nacional. Os importadores também estão se adaptando a essa situação, pois eles não desejam perder o mercado ocasionalmente”. O ex-presidente lembrou que uma vez que uma empresa perde um cliente, a chance de recuperá-lo é bastante reduzida.

Adicionalmente, Prates enfatizou que embora o aumento dos preços do petróleo impacte todos os consumidores, “não é tão doloroso assim, embora represente um encarecimento para todos pagar mais devido a uma guerra que, na minha visão, é inconsequente. Porém, parece que existe um entendimento de que a sociedade precisa suportar, de alguma forma, esse custo.”

Ainda sobre a absorção dos impactos de preços, o ex-presidente analisou a decisão da companhia de não repassar imediatamente os aumentos para os consumidores. Segundo ele, é normal que a empresa consiga suportar um impacto inicial, mas alertou sobre a possibilidade de um aumento prolongado nesses picos de preços.

Prates mencionou que “não é viável continuar absorvendo os impactos por um período prolongado, principalmente se o conflito se estender por 20, 30 dias, com aumentos de preços de mais de 20, 30, 40 ou até 50%. Essa é uma realidade completamente diferente. Contudo, é possível absorver, em algum momento, um impacto inicial decorrente de picos de preço que possam ocorrer devido a mudanças no mercado internacional”.

Contexto do Conflito no Oriente Médio

O cenário de tensões no Oriente Médio ganhou novas proporções quando os Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã no sábado, dia 28, em meio a preocupações relacionadas ao programa nuclear iraniano.

O governo iraniano, por sua vez, reagiu a esses ataques com retaliações direcionadas a países do Oriente Médio que possuem bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

No domingo, dia 29, a mídia estatal iraniana divulgou que o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas dos ataques realizados pelos EUA e Israel.

Após essa notícia, o Irã ameaçou desferir a “ofensiva mais pesada” de sua história, enquanto o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o governo persa considera a vingança pelos ataques como “um direito e um dever legítimo”.

Em resposta a essa ameaça, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu o Irã quanto a possíveis retaliações, afirmando que “é melhor que eles não façam isso, porque se o fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca vista antes”.

No dia anterior, Trump também havia declarado que os ataques continuariam “sem interrupção, durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de paz em todo o Oriente Médio e, de fato, no mundo”.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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