Diálogos e Empreendimentos
Diálogos obtidos a partir do celular do empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, revelam que ele emprestou seu avião particular em várias ocasiões para o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Além disso, Lima também financiou ingressos para o camarote de um show realizado em Los Angeles, nos Estados Unidos.
A Polícia Federal (PF) indica que esses benefícios estão relacionados a outros pagamentos de propina realizados ao senador, que incluem a aquisição de um apartamento de luxo, avaliado em R$ 2,5 milhões, e repasses no total de R$ 3,5 milhões destinados à empresa de sua nora.
Encontro em Salvador
A investigação da PF revela que Augusto Lima organizou um encontro com Wagner em uma ilha de sua propriedade, situada em Salvador. Para facilitar o deslocamento, ele disponibilizou sua aeronave em outubro de 2023. "Na ocasião, Augusto Lima coloca a aeronave particular à disposição de Jaques Wagner e de membros de sua família para a realização do deslocamento entre Salvador e a ilha indicada", afirma a PF.
Em abril de 2024, Wagner solicitou a Augusto Lima o contato de seu piloto para a realização de um voo ao Rio de Janeiro.
Compras de Ingressos
As conversas e diálogos também mencionam um pedido de Jaques Wagner para que Augusto Lima adquirisse ingressos para um show de uma artista internacional que acontecería nos Estados Unidos. Segundo informações da PF, a compra foi efetuada por meio da empresa Reag, de João Carlos Mansur, que é suspeito de colaborar com Daniel Vorcaro e o Banco Master em atividades financeiras ilegais.
Conforme a investigação, "a aquisição dos bilhetes (…) teria sido realizada pela empresa REAG Investimentos S.A, pelo valor total de R$ 63.339,00".
Outro Lado: A Versão de Jaques Wagner
Em uma nota divulgada na quinta-feira (18), Jaques Wagner, líder do Governo no Senado, esclareceu que "não é réu, não foi denunciado e não foi acusado em nenhum processo relacionado aos fatos investigados". O senador do PT da Bahia afirma, ainda, que nega qualquer "atuação em favor do Banco Master ou de qualquer outra instituição financeira".
Outro Lado: A Defesa de Augusto Lima
A defesa de Augusto Lima comunicou que "as diligências realizadas pela Polícia Federal eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração". A defesa afirma que Augusto Lima sempre atuou respeitando os limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e em conformidade com as normas que regem tanto o sistema financeiro quanto a administração pública.
Fonte: timesbrasil.com.br