Augusto Lima Desiste de Depoimento à Polícia Federal
O empresário Augusto Lima, que foi sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, tinha agendada uma oitiva com a Polícia Federal nesta quinta-feira, dia 18, em relação às investigações sobre supostas fraudes ligadas à tentativa de venda do Banco de Brasília (BRB). No entanto, ele decidiu não comparecer após ser alvo de uma nova etapa da Operação Compliance Zero.
Questões Envolvidas
Lima estava previsto para responder a perguntas da PF a respeito de sua implicação em uma operação que envolve o BRB e a suposta fabricação de carteiras de crédito fraudulentas que teriam sido vendidas para o banco público de Brasília.
A nova fase da operação foca, entre outras coisas, em alegações de que ele teria pago propina ao senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, do Partido dos Trabalhadores (PT-BA). Além disso, as investigações incluem indícios de irregularidades na implementação de um sistema de crédito consignado voltado para servidores estaduais da Bahia durante o período em que Wagner ocupava o cargo de governador.
Cancelamento do Depoimento
Em razão dos novos desdobramentos, a defesa de Augusto Lima optou por cancelar sua participação no depoimento, que se destacava como um dos mais significativos nesta fase final do inquérito ligado ao BRB. A Polícia Federal também está realizando entrevistas com outros ex-dirigentes do Banco Master e do BRB em conexão com essa operação, sendo que essa série de depoimentos deve continuar até o mês de julho.
Notas da Defesa
Por meio de um comunicado, a defesa de Augusto Lima mencionou que “as diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias”, justificando que Lima esteve “há seis meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos que estão sendo apurados”.
Os advogados Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello afirmaram ainda que, “de toda forma, as medidas ajudarão a demonstrar que os fatos investigados nesta fase são rigorosamente lícitos. Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regulam tanto o sistema financeiro quanto a administração pública”.
Fonte: www.moneytimes.com.br