Mercado de Petróleo e Impactos da Fechamento do Estreito de Ormuz
Declarações do CEO da Chevron
Em uma conferência da S&P Global, o CEO da Chevron, Mike Wirth, destacou que o mercado de futuros de petróleo ainda não incorporou plenamente a magnitude da interrupção no fornecimento causada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. Wirth afirmou: "Existem manifestações físicas muito reais da interrupção no Estreito de Ormuz que estão se disseminando pelo mundo e pelo sistema, que não acredito que estejam totalmente precificadas nas curvas futuras do petróleo."
Queda nos Preços do Petróleo
Na segunda-feira, os preços do petróleo sofreram uma queda de 9% após o presidente Donald Trump comunicar à CNBC que está "muito motivado a fazer um acordo com o Irã". Trump decidiu adiar ataques às usinas de energia do Irã por cinco dias, após conversas que ele considerou produtivas.
Cotação do Petróleo
Por volta das 13h44 ET, o contrato do petróleo bruto dos EUA com entrega em maio estava sendo negociado a aproximadamente $89 por barril. Os preços do Brent, que são o benchmark internacional, se mantinham em torno de $101 por barril. O contrato de petróleo dos EUA para agosto estava cotado a cerca de $80 por barril, sugerindo que o mercado espera uma suavização da interrupção nas próximas semanas e meses.
Informações Escassas e Diferenças na Oferta Física
Wirth observou que o mercado está operando com "informações escassas" e influenciado por "percepções". Ele enfatizou que a oferta física de petróleo está mais apertada do que os contratos futuros indicam. "Temos muito petróleo e gás que não estão fluindo para o mercado", afirmou o CEO da Chevron. "Realmente existe uma diferença entre a oferta física dessa vez e em incidentes anteriores."
Desafios para a Recuperação dos Estoques
O CEO apontou que, mesmo que o Estreito seja reaberto, levará tempo para reconstruir os estoques. Antes do início do conflito, cerca de 20% da oferta mundial de petróleo transitava por esse estreito, que conecta o Golfo Pérsico ao mercado global. O tráfego de petroleiros caiu significativamente devido a ataques iranianos ao transporte marítimo comercial.
Redução na Produção dos Países do Golfo
Os produtores árabes do Golfo reduziram a produção, pois não conseguem exportar através do estreito. Além disso, ataques de mísseis e drones iranianos danificaram a infraestrutura energética no Oriente Médio. Algumas nações estão também implementando políticas que mantêm estoques em território nacional e restringem as exportações, como citado por Wirth.
Incertezas sobre a Recuperação da Produção
"Quão rapidamente essa produção pode realmente voltar ao mercado é uma incerteza que teremos que enfrentar à medida que avançamos", comentou Wirth. "Vai levar algum tempo para sair dessa situação."
Fonte: www.cnbc.com