A decisão dos EUA sobre tarifas à carne bovina brasileira
A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) celebrou a recente decisão dos Estados Unidos de reduzir, de forma retroativa, as tarifas aplicadas à carne bovina brasileira. Contudo, a entidade adotou uma postura cautelosa ao avaliar os possíveis efeitos dessa medida.
Em comunicado, a Abiec afirmou que a redução “devolve previsibilidade ao setor”, além de reforçar a confiança no diálogo técnico entre o Brasil e os EUA. Entretanto, a associação não fez previsões sobre um impacto imediato no volume exportado.
“A medida reconhece a importância da carne do Brasil, destacada pela sua qualidade, regularidade e pela contribuição à segurança alimentar mundial”, afirmou a Abiec.
A associação destacou ainda que os Estados Unidos ocupam a posição de segundo maior mercado da carne bovina brasileira. Além disso, ressaltou que continuará a cooperar com autoridades tanto brasileiras quanto americanas “para ampliar oportunidades e consolidar o Brasil como um parceiro confiável e competitivo”. Essa declaração sugere que a Abiec vê a decisão como parte de um processo em andamento, e não como uma solução definitiva.
A mudança nas tarifas foi formalizada na sexta-feira (14) por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
O documento reduz tarifas sobre diversos produtos, incluindo carne bovina, tomates, café e bananas, entre outras importações agrícolas, com efeito retroativo a quinta-feira (13).
Trump declarou que tomou essa decisão “após considerar as informações e recomendações que me foram fornecidas por autoridades, o andamento das negociações com diversos parceiros comerciais, a demanda interna atual por determinados produtos e a capacidade interna de produção de certos produtos”.
A ordem executiva estabelece que os reembolsos das tarifas já pagas deverão ser realizados de acordo com a legislação e os procedimentos padrão da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos.
Exportadores de café avaliam os impactos da decisão
Em uma nota, a Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) mencionou a necessidade de compreender os impactos da medida anunciada por Trump.
O Cecafé está em contato com seus representantes americanos para analisar, de maneira cuidadosa, a situação e obter uma noção clara do cenário real que se apresenta, conforme divulgado.
Entidade de frutas aguarda uma análise mais aprofundada
A Abrafrutas (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados) emitiu um comunicado breve informando que não se manifestará até que uma análise do documento seja realizada, assim como a verificação das informações relativas às frutas que foram incluídas na decisão.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br