Raízen (RAIZ4) registra prejuízo de R$ 2,312 bilhões no segundo trimestre de 2026

Resultados da Raízen no Segundo Trimestre da Safra 2025/2026

A Raízen (código de ações RAIZ4) divulgou um prejuízo de R$ 2,3 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/2026, em comparação a um prejuízo de R$ 158 milhões registrado no mesmo período da safra anterior.

Desempenho Financeiro

O Ebitda apresentou uma queda de 39,7% em relação ao segundo trimestre da safra passada, totalizando R$ 2,787 bilhões. A receita líquida teve uma redução de 17,8%, totalizando R$ 59 bilhões.

De acordo com a empresa, o trimestre finalizou com boa evolução nas iniciativas que fundamentam o plano de transformação da Raízen. Estas iniciativas incluem simplificação, eficiência operacional e otimização da estrutura de capital.

Gestão de Endividamento

A administração da companhia informou que, neste trimestre, houve um aprimoramento no perfil de endividamento e um reforço na liquidez, mantendo a estrutura de capital como prioridade. A empresa substituiu linhas de curto prazo de capital de giro por instrumentos de dívida mais eficientes e com prazo mais longo.

A relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado nos seis meses da safra 2025/2026 ficou em 5,1 vezes, comparado a 2,6 vezes na safra anterior.

Clima e Colheita

Durante a teleconferência de resultados, a Raízen destacou que as condições climáticas foram favoráveis à retomada do ritmo de colheita e moagem, em comparação ao primeiro trimestre da safra. O Ebitda ajustado de EAB (etanol, açúcar e bioenergia) teve uma queda de 26%, refletindo menores volumes comercializados e pressão sobre os custos unitários.

Setor de Distribuição de Combustíveis

No setor de distribuição de combustíveis no Brasil, a empresa enfatizou que obteve uma performance operacional sólida, especialmente em diesel e lubrificantes para canais estratégicos. Na Argentina, a distribuição de combustíveis também expandiu os volumes vendidos em termos operacionais.

O CEO, Nelson Gomes, ressaltou que o mês de novembro marca um ano de um novo ciclo para a empresa, voltado para "fazer o básico bem feito". Ele mencionou que já é possível observar uma evolução, embora o objetivo final ainda não tenha sido alcançado.

Desinvestimentos e Expectativas Futuras

O processo de desinvestimento na Argentina continua avançando, segundo Gomes. A operação Carbono Oculto, conforme afirmado por ele, trouxe uma dinâmica mais justa ao mercado, com a expectativa de um aumento do volume disponível no mercado como um todo.

Gomes também comentou que os acionistas controladores estão comprometidos em fortalecer a estrutura de capital da companhia. Ele destacou que a discussão sobre como isso deve ser realizado não envolve a administração direta da empresa, mas sim os acionistas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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