Fávaro destaca ‘copo meio cheio’ e enxerga agronegócio brasileiro como um dos principais beneficiados pelo acordo Mercosul-União Europeia.

A Aprovação do Acordo entre Mercosul e União Europeia

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, celebrou a aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pelos países europeus, destacando que o agronegócio brasileiro deve se posicionar como um dos principais beneficiários desse novo tratado comercial.

Importância Histórica do Acordo

Fávaro afirmou que este é um momento histórico para a diplomacia mundial, ao se estabelecer o maior bloco econômico do mundo. Ele enfatizou que o sucesso do acordo é fruto da dedicação do presidente Lula, ponderando que, se tivesse sido uma tarefa simples, o tratado já poderia ter sido firmado há 26 anos. Essas declarações foram feitas durante uma entrevista ao Broadcast Agro.

Oportunidades no Setor Produtivo

Segundo o ministro, o atual contexto demanda que o setor produtivo adote uma visão otimista em relação ao “copo cheio” do acordo, enfatizando as oportunidades de crescimento e expansão de mercados que ele proporciona. Fávaro também destacou que o tratado contempla mecanismos de ajuste para ambas as partes, incluindo salvaguardas agrícolas.

Salvaguardas e Acesso ao Mercado Europeu

O ministro reafirmou que, assim como existem salvaguardas para o agronegócio do Mercosul, que deverá ser um grande beneficiado, também há ferramentas estabelecidas para que os produtos agrícolas continuem a ser comercializados no maior bloco econômico do mundo. Fávaro ressaltou que as salvaguardas são ações recíprocas e que estão abertas à negociação ao longo do processo de implementação do acordo. Ele acrescentou: “Agora, o próximo passo é aguardar a formalização, que deve ocorrer na semana que vem”.

Resistência de Países como a França

Ao abordar a resistência de nações como a França, que expressam preocupações sobre uma possível “inundação” do mercado europeu com produtos agrícolas do Mercosul, o ministro Fávaro analisou que esse tipo de reação evidencia contradições no discurso sobre livre comércio.

Contradições no Livre Comércio

“Existem países que promovem o multilateralismo apenas verbalmente. A França, atenta à reação de seus produtores, acaba não percebendo as oportunidades que se apresentam”, comentou. Ele observou que produtos franceses de maior valor agregado, como queijos e vinhos, terão acesso ao mercado brasileiro sem tarifas. Ao mesmo tempo, produtores brasileiros poderão explorar mais as vendas de carne bovina e aves ao consumidor europeu.

Expectativas para o Agronegócio Brasileiro

Com a implementação do acordo, o agronegócio brasileiro antecipa um aumento nas exportações de produtos agropecuários, que incluem carnes, frutas e pescados, em direção à União Europeia. Essa expectativa se baseia na redução gradual de tarifas, que está prevista no tratado e condicionada a cotas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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