Revisão da Projeção de Crescimento Econômico
O Ministério da Fazenda atualizou a previsão de crescimento da economia brasileira para o ano de 2025, reduzindo a estimativa de 2,3% para 2,2%. Para o ano seguinte, 2026, a expectativa de crescimento permanece em 2,4%. Essas informações foram divulgadas no boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE) na última quinta-feira, dia 13.
Motivos da Revisão
A diminuição da projeção deve-se, segundo o ministério, à revisão para baixo da expectativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) no terceiro trimestre. Para esse período, a previsão é de crescimento de 0,3% na comparação trimestral e de 1,9% em relação ao ano anterior. Além disso, essa alteração é influenciada pela taxa básica de juros, a Selic, que está fixada em 15% ao ano, o que representa o maior aumento desde 2006.
O documento destaca que "essa desaceleração já era esperada, e reflete efeitos defasados e cumulativos da política monetária restritiva em vigor".
Fatores que Suavizam a Desaceleração
Na análise do Ministério da Fazenda, a desaceleração da economia poderia ter sido mais acentuada se não fossem alguns fatores atenuantes. Entre esses fatores, destaca-se o pagamento de precatórios iniciados em julho, além da ampliação do crédito consignado disponível para trabalhadores do setor privado.
Desempenho por Setor Produtivo
Ao avaliar a economia por setor, em comparação trimestral, as expectativas são as seguintes:
- Agropecuária: A projeção de crescimento foi revisada de 8,3% para 9,5%.
- Indústria: A expectativa de crescimento do PIB caiu de 1,4% para 1,3%.
- Serviços: O PIB foi ligeiramente revisado para baixo, de 2,1% para 1,9%.
A Secretaria de Política Econômica observou uma tendência de queda nas concessões reais de crédito e um desaquecimento no mercado de trabalho, como reflexo da política monetária mais restritiva que está em vigor.
Situação do Mercado de Trabalho
Embora a taxa de desemprego permaneça em níveis historicamente baixos, a secretaria nota uma redução da população ocupada no terceiro trimestre em comparação ao trimestre anterior.
Expectativas em Relação à Inflação
Revisão da Inflação para 2025
A equipe econômica também ajustou as expectativas de inflação para este ano, diminuindo a projeção de 4,8% para 4,6% em 2025. Se essa estimativa se concretizar, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) encerrará o ano acima da meta estabelecida de 3%, com um intervalo de tolerância de até 4,5%.
A revisão da expectativa para o IPCA considera vários fatores, como os efeitos defasados do real valorizado, a redução da inflação no atacado agropecuário e industrial, e a oferta excessiva de bens em escala global, resultante de conflitos comerciais. Além disso, existe uma expectativa de bandeira amarela nas tarifas de energia elétrica em dezembro.
Projeção para 2026 e 2027
Para o ano de 2026, a previsão da inflação medida pelo IPCA foi reduzida de 3,6% para 3,5%. Em um horizonte mais distante, para o segundo trimestre de 2027, a projeção é de que a inflação atinja 3,2%, que é um parâmetro significativo para a política monetária.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br