Fazenda estabelece limites: Durigan se recusa a comentar sobre o BC e descarta assistência federal ao BRB – Times Brasil

Ministra da Fazenda Envia Recados Políticos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, transmitiu duas mensagens políticas significativas neste domingo, 12 de outubro. Ele evitou comentar a atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e rejeitou a possibilidade de qualquer ajuda federal ao Banco de Brasília (BRB). Esses movimentos delineiam os limites que a Fazenda decidiu estabelecer em resposta às crises que pressionam o governo em diversas frentes.

Opiniões sobre o Banco Central

Durante uma entrevista à Folha de São Paulo, Durigan foi questionado sobre as críticas que setores do governo e do Partido dos Trabalhadores (PT) têm direcionado à recente postura do Banco Central. O ministro afirmou: "Eu não vou comentar o papel do BC porque tem a sua competência."

Tensão entre o Planalto e o BC

A tensão entre o Palácio do Planalto e o Banco Central teve início após o depoimento de Galípolo à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, realizado na quarta-feira, 8 de outubro. Durante esse depoimento, o presidente do BC declarou que não existia nenhuma evidência que indicasse culpa de seu antecessor, Roberto Campos Neto, em relação ao caso Master. Essa afirmação contraria a estratégia do governo, que tenta associar as irregularidades do banco de Daniel Vorcaro à gestão de Jair Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a denominar o Master de “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto, o que fez com que o PT e o Palácio do Planalto concentrassem fogo em Galípolo na sequência dos eventos.

Diante disso, Durigan adotou uma postura técnica e reafirmou que “o fiscal não é motivo” para que o Banco Central “coloque o pé no freio”. Ele também prometeu cautela na gestão das contas públicas. O ministro expressou: “Não vamos deixar pauta-bomba do Executivo para as próximas gestões, como aconteceu em 2022. Não vamos repetir esse cenário para 2027.” Ele destacou que o governo não está adiando questões como precatórios e Fundeb, nem está afastando a cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ou do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do próximo governo.

Situação do BRB e Falta de Ajuda Federal

Em relação ao Banco de Brasília (BRB), Durigan foi claro e direto. Ele afirmou: “A orientação é que não deve haver ajuda federal. Os bancos federais, atuando como bancos, podem avaliar o interesse em adquirir carteiras, operações ou imóveis. Os bancos privados também estão analisando. O que não podemos perder de vista é que a responsabilidade é do governo do Distrito Federal, acionista do BRB.”

Atualmente, o BRB enfrenta uma nova crise de liquidez e está em processo de negociação para a venda de ativos que pertenciam ao Banco Master, no valor de R$ 15 bilhões. Além disso, a instituição busca um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito e a outros bancos, visando cobrir o rombo deixado pela gestão de Vorcaro.

Questões Pendentes no Banco Central

O ministro foi questionado sobre as duas vagas que estão abertas na diretoria do Banco Central. Em resposta, Durigan afirmou que ainda não teve a oportunidade de discutir o assunto com o presidente Lula, reiterando: “Não tive a oportunidade de tratar com o presidente Lula sobre isso.” Ele não forneceu um prazo para a definição sobre essas vagas.

Fonte: timesbrasil.com.br

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