Fed deve agir com prudência em relação aos juros por conta dos riscos inflacionários, afirma diretor.

Fed dos EUA deve ser cauteloso com políticas monetárias

O Banco Central dos Estados Unidos, conhecido como Federal Reserve (Fed), deve adotar uma postura de cautela em relação a eventuais cortes na taxa de juros. Esta afirmação foi feita pelo diretor do Fed, Michael Barr, durante um discurso realizado nesta quinta-feira (9). Em suas declarações, Barr enfatizou os riscos associados à inflação, ao mesmo tempo que reconheceu as vulnerabilidades existentes em um mercado de trabalho que se encontra "praticamente equilibrado".

Considerações sobre a política monetária

Em suas palavras, Barr afirmou que "o Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) deve ser cauteloso quanto ao ajuste da política monetária para que possamos coletar mais dados, atualizar nossas previsões e avaliar melhor o equilíbrio de riscos". Essa declaração foi feita durante o seu primeiro discurso sobre política monetária desde junho, no Economic Club of Minnesota.

Ele destacou que, com riscos elevados para a inflação e impactos negativos sobre o mercado de trabalho, o Fed está enfrentando um "desafio", sem um caminho claro e livre de riscos para a definição de sua política monetária. Essa análise vai ao encontro da forma como o presidente do Fed, Jerome Powell, abordou o dilema atual enfrentado pelo banco central.

A posição de Barr sobre cortes na taxa de juros

Barr também mencionou que, embora tenha defendido a redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros pelo Fed no mês passado, direcionou a maior parte de suas observações para os riscos que as tarifas implementadas durante o governo Trump representam para a inflação. Dessa forma, ele sugeriu que não está completamente convencido da necessidade de uma série de cortes na taxa de juros, como muitos no mercado financeiro atualmente esperam.

Perspectivas de inflação

O diretor do Fed previu que a inflação subjacente, conforme medida pelo núcleo do índice de preços PCE, deve "subir para mais de 3%" até o final deste ano. Além disso, ele indicou que as autoridades do banco central não esperam que a inflação geral converja para a meta de 2% até o final de 2027.

Assim, caso essas previsões se concretizem, esse período de inflação pelo PCE acima de 2% seria o mais longo desde um intervalo de sete anos que se encerrou em 1993.

Reflexões sobre o impacto da inflação

Barr salientou o impacto da alta inflação que os cidadãos norte-americanos tiveram que suportar, afirmando que "mais dois anos seria muito tempo para esperar um retorno à nossa meta". Ele acrescentou que essa expectativa pesa significativamente em seu julgamento sobre quais seriam as políticas monetárias mais apropriadas a serem adotadas neste contexto complexo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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