Situação do Banco Master e do FGC
O Banco Master foi liquidado em 18 de novembro de 2025, e desde essa data, os detentores do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) estão aguardando o pagamento pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Pendências com o FGC
Recentemente, o FGC informou que ainda não recebeu a lista de credores do Banco Master. Consequentemente, a entidade ainda não possui um cronograma com datas ou valores atualizados para o ressarcimento, conforme comunicado divulgado na sexta-feira, dia 2.
A liquidação do Banco Master resultou em uma situação complexa, onde cerca de 1,6 milhão de credores que possuem depósitos e investimentos estão na expectativa. O valor total dos depósitos e investimentos que são elegíveis para o pagamento da garantia está estimado em aproximadamente 41 bilhões de reais.
Acesso ao Ressarcimento
Para que um credor possa acessar o ressarcimento, é necessário que ele baixe o aplicativo do FGC, disponível nas lojas Apple Store e Google Play. Por meio desse aplicativo, os credores podem realizar seu cadastro e acompanhar a evolução do processo, recebendo notificações sobre as atualizações.
Assim que o FGC receber a lista dos credores, a qual será enviada pelo liquidante do Banco Master, os investidores poderão prosseguir com a solicitação da garantia. Isso incluirá a possibilidade de informar ao FGC uma conta bancária de sua titularidade, para que a transferência dos valores ressarcidos possa ser realizada.
Papel do FGC
O FGC é um fundo criado para proporcionar segurança aos investidores que aplicam seus recursos no sistema financeiro brasileiro. Ele é sustentado pelos principais bancos e fintechs do Brasil e cobre diversos produtos financeiros, como caderneta de poupança, Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).
Dessa forma, o funcionamento do FGC é fundamental para garantir a confiança dos investidores no setor financeiro, especialmente em situações que envolvem a liquidação de instituições financeiras.
Fonte: veja.abril.com.br