Incertezas Sobre o Banco Master Após Intervenção do BC
Na quarta-feira, dia 3, o Banco Central (BC) impediu a venda do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB), aumentando a incerteza sobre o futuro da instituição financeira sob a gestão de Daniel Vorcaro. A venda para o banco público de Brasília era considerada por analistas uma alternativa viável para auxiliar o Banco Master, que opera com um modelo de negócios caracterizado por um elevado grau de risco.
Possíveis Consequências da Não Venda
Sem a presença de um comprador, o cenário mais preocupante para o negócio de Vorcaro seria a possibilidade de uma liquidação, ordenada pelo Banco Central. Embora essa situação não seja considerada iminente, seria uma quebra do banco. Neste cenário, os principais prejudicados seriam dois grupos: o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e os grandes investidores de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) emitidos pela instituição.
Impacto no Fundo Garantidor de Créditos
“A preocupação seria de um impacto muito grande no FGC, que foi exposto ao risco pelo Banco Master”, declarou Luis Santacreu, gerente de análise de instituições financeiras da Austin Rating. De acordo com informações, o Banco Master possuía um volume de depósitos em torno de 50 bilhões de reais no final do ano anterior. Esse montante representa quase metade da liquidez do FGC, que seria acionado para proteger cotistas em um eventual processo de liquidação do banco.
A proteção do FGC vale para investidores que alocaram até 250 mil reais nos CDBs do Banco Master. Contudo, para aqueles que investiram quantias superiores, a situação torna-se mais complicada. Santacreu aponta que “o Banco Central avaliaria os ativos do Master, e esses poderiam ser utilizados para pagar esses grandes investidores, mas esse processo demandaria um tempo consideravelmente maior do que a assistência do FGC”.

